O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) teve uma queda de 0,06% em maio de 2023, o que representa uma desaceleração em relação à taxa mensal de 0,76% registrada no mês anterior. Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 8,84% em abril de 2023 para 8,14% em maio de 2023. Os dados são do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Entre abril e maio, metade das cidades componentes do Ivar apresentaram queda em suas taxas de variação: São Paulo (de 2,30% para -2,02%) e Porto Alegre (de 1,24% para -0,33%). As demais, Rio de Janeiro (de -0,25% para 3,15%) e Belo Horizonte (de -3,83% para 3,09%) apresentaram acréscimo na variação do aluguel residencial, conforme ilustra o gráfico do release.
As taxas interanuais (Maio 23 / Maio 22) desaceleraram em duas das quatro cidades componentes do IVAR: São Paulo (de 8,41% para 6,50%) e Porto Alegre (de 7,40% para 6,13%). Já as cidades do Rio de Janeiro (de 9,63% para 11,63%) e de Belo Horizonte (de 10,48% para 11,68%) registraram avanços em suas taxas interanuais.
O Ivar foi desenvolvido para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais do mercado de imóveis no Brasil. A próxima divulgação do Ivar ocorrerá no dia 6 de julho de 2023.
Evolução mensal
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais mede a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais em quatro das principais capitais brasileiras com base em informações anonimizadas de contratos de locação obtidas pelo Ibre junto a empresas administradoras de imóveis.
“Os dados usados na elaboração do Ivar são valores de contratos fornecidos por um conjunto de agentes do mercado imobiliário que fazem a intermediação de operações de locação. A atualização desses valores ao longo do tempo para um mesmo imóvel ocorre em momentos pré-estabelecidos nos contratos para reajustes, ou por negociações entre as partes no meio desses períodos. Um mesmo imóvel é seguido ao longo do tempo em diferentes contratos, como parte da dinâmica natural do mercado. Em qualquer uma dessas circunstâncias, os valores considerados são aqueles efetivamente desembolsados pelos locatários em cada período do tempo, constituindo, portanto, a informação ideal para o cálculo de um índice que reflita a evolução dos fundamentos do mercado imobiliário”, diz o Ibre.
“Os índices das cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo estão sendo calculados a partir de bases de dados estatisticamente significativas e representam apropriadamente a evolução dos valores de aluguéis de imóveis residenciais nestas capitais do país. O Índice Nacional é calculado como a média ponderada destas capitais com os mesmos pesos utilizados no computo dos subitens componentes do IPC-S”, informa o instituto da FGV.
