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Amiga de Lulinha comprou R$ 9,2 mil em joias para ex-assessor de Lula

A lobista está na mira da PF, que investiga o elo dela com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República. (Foto: Reprodução/Instagram)

A defesa do ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana, o Marcola, confirmou que a lobista Roberta Luchsinger comprou para ele duas joias avaliadas em R$ 9,2 mil. A intermediação dos itens de luxo consta em mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) no celular de Roberta, que chegou a enviar a foto de um colar e de um par de solitários de diamante.

A lobista está na mira da PF, que investiga o elo dela com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República, e também com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Advogados de Marcola alegam que a compra das joias faz parte de um empréstimo posteriormente pago por ele. Como mostrou a CNN, Roberta fez pagamentos ao ex-chefe de gabinete de Lula.

“Isso é empréstimo e a polícia não diz o contrário. Está listado entre o que está no empréstimo: pagamento de boleto em questões de saúde, outras coisas e R$ 9,2 mil na conta do Dia das Mães. É parte da mesma história do empréstimo. É importante frisar que o inquérito não aponta nenhum ato de ofício dele para beneficiar alguém”, disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho.

Outros negócios

A PF também identificou mensagens de Roberta tratando de “negócios” com Lulinha. A lobista teve o celular apreendido durante operação que apura fraudes no INSS.

A partir dessas mensagens, a PF pediu e o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou novo inquérito que apura suposto tráfico de influência de um grupo no governo federal.

Lulinha deve ser intimado a depor sobre os diálogos. O interrogatório, no entanto, só deve ocorrer após a equipe da PF analisar todo o material encontrado no celular de Roberta Luchsinger.

A PF trabalha com um esboço de cronograma sobre o caso, segundo apurou a CNN. O ponto de partida será a análise do vasto material de mensagens trocadas desde 2023 e, depois, as oitivas com os investigados. Medidas judiciais antes do interrogatório, porém, não estão descartadas. As informações são da CNN.

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