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Ana Hickmann revela que pai agredia a mãe na infância: “Via nele a mesma expressão que vi agora no Alexandre”

A apresentadora denunciou o ex-marido por violência doméstica. (Foto: Reprodução)

A apresentadora Ana Hickmann, 42 anos, revelou, na noite do último domingo, que viu a mãe sofrer abusos físicos do pai durante a infância e que chegou a sair de casa aos 13 anos com os quatro irmãos menores para fugir das agressões. No começo desse mês, ela registrou um boletim de ocorrência denunciando violência doméstica contra o ex-marido, Alexandre Correa, de 51 anos.

“Carreguei algumas vezes minha mãe para o hospital”, lembrou em entrevista ao Domingo Espetacular, da TV Record.

Ana Hickann diz que ela própria foi agredida pelo pai quando tinha 12 anos. Ela tentou proteger a mãe durante uma das agressões que presenciou e foi jogada sobre uma mesa de vidro, que quebrou cortando a mãe dela.

“Ele abriu a cabeça da minha mãe. Só parou de bater nela quando me viu sangrando. Chorou dizendo: “Meu Deus, o que eu fiz”. Vi nele a mesma expressão que vi agora no Alexandre, quando estava preso do lado de fora da cozinha enquanto eu ligava para a polícia”, revela.

No ano seguinte, ela lembra, arrumou as malas para os irmãos mais novos e decidiu ir com eles para morar na casa dos avós depois de um episódio de agressão em casa. Ela disse que não voltaria para a casa enquanto o pai não saísse. Só nesse momento, ela afirma, a mãe decidiu dar uma basta na situação.

Abuso psicológico

“Por isso saí tão cedo de casa. Precisava ajudá-la a cuidar dos meus irmãos. Por isso também jurei que nenhum homem me tocaria. Mas permiti ser ferida e abusada de outras formas. Escutei muito que estava gorda do meu marido. Ele tinha o dom muito grande me fazer me sentir uma merda”, conta.

“Ele dizia: “Ninguém vai te querer velha. Está gorda. Ninguém quer uma Ana Hickmann velha”. Ele controlava minha agenda pra qualquer coisa. Determinava o dia da academia, do médico, me pressionaval para fazer cirurgia plástica. Eu disse: ‘Chega, não sou um objeto’”, disse.

Ela descreveu o marido como “preconceituoso”, “agressor”, “covarde” e “canalha”. Disse ainda que Alexandre controlava sua agenda e que “haverá uma grande investigação por fraude, desvio de dinheiro e falsidade ideológica”.

“Estou falando da figura de um agressor, um covarde, um canalha que acha que tem poder e domínio sobre os outros”, afirmou a apresentadora.

De acordo com a apresentadora, ela tentou sair da relação abusiva algumas vezes, mas era desencorajada por pessoas ao seu redor. “As pessoas ao seu redor diziam que eu era desequilibrada, trabalhando demais e que ele só estava me protegendo”, relatou.

Relato da agressão

Segundo a apresentadora, a discussão começou depois que ela decidiu contar os problemas financeiros para o filho.

“Nós começamos a discutir. Ele começou a reclamar, de novo, de que eu não tinha direito de falar assim com nosso filho, que não ia mudar de casa e que eu era uma louca. E eu falei: ‘Para de mentir. A gente precisa preparar o Alezinho porque muita coisa vai mudar’”.

O confronto começou na mesa durante o almoço de sábado e o menino ainda pediu para o casal parar de brigar. Foi quando Ana Hickmann pediu para uma funcionário levar a criança para outro cômodo.

“Eu perguntei: ‘Você vai me bater?’. Peguei meu celular e disse que ligaria para a polícia. Ele me agarrou para eu não conseguir ligar. Gritei muito: ‘Socorro, liga para a polícia, 190’’, recorda.

Dívidas

Hickmann conta que a relação acabou quando começou a procurar a razão das dívidas financeiras que começaram a surgir nos últimos meses. Ela soube dos problemas há cerca de quatro meses.

“Não fazia noção que aquilo seria o começo de muita coisa ruim. Ainda não posso entrar em detalhes porque a Justiça vai investigar fraude, desvio, falsidade ideológica. Coisa que não posso falar por enquanto. Tenho que esperar para saber o tamanho disso tudo”, conta, afirmando que não sabe o tamanho da dívida.

De acordo com a apresentadora, ela encontrou esses indícios na quinta-feira antes das agressões.

“São documentos, cheques, muitas coisas que não conseguia saber se eram lícitas ou ilícitas. Assinatuas que tenho certeza que não são minhas. A primeira informação que tive foi uma dívida de banco. Resolvi abrir as gavetas e vi que não era só isso. Tem muito mais coisa, e coisa que me dá medo”, lembra.

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