Andar de ônibus em Porto Alegre será mais caro a partir da próxima quinta-feira (19), com a passagem subindo de R$ 5 para R$ 5,30 (alta de 6%) – valor a ser adotado pelo restante do ano. Também será preciso desembolsar valores maiores nos táxis, com aumento de R$ 6,95 para R$ 7,24 na “bandeirada” (4,17%), como é chamado o valor mínimo da corrida, e dos valores por quilômetro rodado.
Conforme a prefeitura, o reajuste no transporte coletivo é causado pela reposição inflacionária (25 centavos) e impacto da reoneração da folha de pagamento (5 centavos), previsto em legislação federal, o que representa um acréscimo de R$ 8 milhões no custo do sistema em relação ao ano passado. O decreto foi publicado no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) desta sexta-feira, 13.
“Quase um ano após o último reajuste (depois de quatro anos sem aumento), o novo valor da tarifa não representa ganho real acima da inflação e nem recompõe integralmente os custos do sistema”, ressalva a administração municipal. “A definição da tarifa considerou o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] dos últimos 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, com inflação acumulada de 4,44%.”
O portal prefeitura.poa.br continua: “Ainda assim, o valor permanece abaixo da tarifa técnica, calculada em R$ 7,35 para este ano. O custo anual do sistema de transporte coletivo para este ano está estimado em R$ 886,6 milhões. Para custear parte das isenções e manter o valor abaixo da tarifa técnica, a prefeitura deve aportar R$ 250 milhões em subsídios”.
Medidas
Desde 2021, com o programa municipal “Mais Transporte”, foram adotadas ações para conter custos. É o caso da redução gradativa do número de cobradores e a revisão das isenções tarifárias, que passaram de 14 para sete perfis de passageiros. A prefeitura estima que, sem tais medidas, a tarifa técnica poderia chegar a R$ 8,50.
A gratuidade para pessoas com 65 anos ou mais é determinada por legislação federal, mas o custo é arcado pelos municípios. Esse público representa 48% dos isentos e um impacto anual de R$ 150 milhões.
O chefe do Executivo da capital gaúcha, Sebastião Melo, defende a participação dos governos estadual e federal no custeio do transporte público: “Caso houvesse aporte federal para parte dessas isenções, a tarifa poderia ser reduzida para R$ 4,05”.
Táxis
No caso dos táxis, o reajuste nos valores da modalidade é atribuído à inflação do período de janeiro a dezembro do ano passado. Além da bandeirada passar de R$ 6,95 para R$ 7,24, o quilômetro rodado na bandeira 1 (das 6h01min às 19h59min) passará a R$ 3,62.
Já no que se refere à bandeira 2 (das 20h às 6h, bem como aos sábados a partir das 15h e aos domingos e feriados), o valor será de R$ 4,71. Todos os índices e valores (inclusive para os ônibus), bem como outros detalhes, constam em decreto municipal publicado na edição de 13 de fevereiro do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa). (Marcello Campos)
