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Anvisa aprova venda de teste rápido de HIV em farmácias

(Foto: Reprodução)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nessa sexta-feira uma resolução que autorizou a venda, em farmácias, de autotestes para detecção do vírus HIV. O modelo é similar aos vendidos nas drogarias para detectar a gravidez. Em geral, esses exames de HIV fazem o diagnóstico por meio de fluidos da gengiva ou da mucosa da bochecha. Outros utilizam gota de sangue, com um pequeno furo na ponta do dedo. Os resultados saem em 30 minutos.

A nova norma permitirá que as empresas fabricantes dos testes solicitem registros para venda dos produtos no País, o que não era possível. Segundo o diretor da Anvisa, Renato Porto, a ideia é disponibilizar um mecanismo de triagem de possíveis casos de infecção por HIV. Hoje, a estimativa é que 20% das pessoas que sofrem de aids no Brasil ainda não foram diagnosticadas. Segundo o Ministério da Saúde, elas são 150 mil. Um dos impasses é o receio de que resultados falsos de positivo ou negativo tragam prejuízos ao paciente, e o risco dos parceiros abandonarem os preservativos nas relações sexuais.

Porto, que foi um dos relatores do processo, disse que as exigências inseridas no processo poderão mitigar falhas. Na resolução, a Anvisa estabeleceu critérios para que os produtos sejam colocados no mercado.

Uma delas é a determinação de que os rótulos informem que o resultado poderá ser alterado pela janela imunológica, intervalo de tempo entre a infecção e a produção de anticorpos. Empresas que fabricam os produtos também deverão colocar na embalagem o telefone das equipes 24h para dar orientações aos clientes após a aferição, Além do contato, os rótulos deverão ter os números do SUS (Serviço Único de Saúde) caso o exame seja positivo. (Folhapress)

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