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Anvisa esclarece que o alho não tem efeito antibiótico; entenda

Embora o alimento tenha ação antimicrobiana e antifúngica, não substitui o tratamento com medicamentos. (Foto: Freepik)

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há evidências científicas que sustentem a afirmação de que o alho “trata infecções nem de que pode substituir a amoxicilina ou qualquer outro antibiótico”. O alerta foi divulgado pela agência diante da disseminação desse tipo de conteúdo nas redes sociais, onde mensagens sem embasamento científico costumam ganhar grande alcance e levar muitas pessoas a acreditar em tratamentos alternativos que podem representar riscos à saúde.

A circulação de informações que atribuem propriedades medicinais exageradas a determinados alimentos não é novidade. Com frequência, publicações afirmam que ingredientes naturais seriam capazes de substituir medicamentos tradicionais, o que acaba conquistando muitos adeptos. No entanto, especialistas alertam que abandonar um tratamento indicado por um profissional de saúde em favor de receitas caseiras pode agravar doenças e retardar a recuperação do paciente.

Segundo a Anvisa, o alho realmente possui compostos bioativos que oferecem benefícios ao organismo. Entre eles está a alicina, substância reconhecida por apresentar efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, cardioprotetores e até imunomoduladores. Essas características fazem do alimento um importante aliado dentro de uma alimentação equilibrada e saudável. Entretanto, esses benefícios não significam que o alho tenha capacidade de eliminar bactérias responsáveis por infecções ou desempenhar a mesma função de um antibiótico desenvolvido especificamente para esse fim.

A agência reforça que medicamentos antibióticos passam por um rigoroso processo de pesquisa, desenvolvimento e avaliação antes de serem disponibilizados à população. Esse processo envolve testes laboratoriais, estudos clínicos e análises de eficácia e segurança, garantindo que os medicamentos cumpram a finalidade para a qual foram desenvolvidos.

“Os antibióticos são testados, estudados e aprovados após extensa pesquisa científica. Além disso, para registarem os produtos, agências reguladoras como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fazem uma série de exigências para aprovarem os medicamentos”, esclarece a agência.

Diante disso, a recomendação é que tratamentos para infecções sejam realizados apenas com orientação médica e com medicamentos devidamente indicados para cada caso. Embora o alho possa integrar uma alimentação saudável e contribuir para o bem-estar geral, ele não substitui antibióticos nem deve ser utilizado como alternativa ao tratamento convencional de infecções. (Com informações do jornal O Globo)

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