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Anvisa suspende e manda investigar importação e uso da proxalutamida no Brasil

A agência afirma que investiga a morte de uma adolescente de 16 anos que foi vacinado com a Pfizer. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta quinta-feira (2) que suspendeu, de maneira cautelar, a autorização de importação e de uso em estudos da substância proxalutamida no Brasil, droga que estava sendo testada em pesquisa contra a covid-19.

Na semana passada, o Comando-Geral da Brigada Militar anunciou a abertura de uma sindicância para investigar testes do medicamento em pacientes com covid-19 no hospital da corporação em Porto Alegre.

Em nota, a BM alegou que informações preliminares “dão conta de que o estudo obedeceu as exigências dos órgãos competentes e as normas legais aplicáveis aos procedimentos em questão”. A BM disse que iria colaborar com as investigações.

A Anvisa também decidiu abrir um processo administrativo “para apuração de possíveis infrações sanitárias” sobre os documentos ou informações apresentados pelos importadores para que a agência autorizasse a importação irregular. Há indícios de que os documentos possam ter sido fraudados.

O medicamento é uma droga experimental estudada inicialmente para aplicação em pacientes com alguns tipos de câncer, como o de próstata. Segundo a Anvisa, o medicamento não possui registro e não é usado para nenhum tratamento no Brasil.

A proxalutamida é uma substância que bloqueia a ação de hormônios masculinos. Ela tem sido defendida pelo presidente Jair Bolsonaro contra a covid-19, assim como fez anteriormente com a cloroquina e a ivermectina, remédios sem eficácia contra o coronavírus. Desenvolvida na China, a droga está sendo testada no tratamento de tumores e não é acessível em farmácias.

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