Ao menos 172 países estão envolvidos no plano da Organização Mundial da Saúde (OMS), batizado de Covax, desenvolvido para garantir acesso igualitário a vacinas contra o novo coronavírus, disse a OMS nesta segunda-feira (24).
A organização, no entanto, afirmou que é necessário mais financiamento urgentemente e que os países devem fazer compromissos vinculantes.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o plano é crítico para acabar com a pandemia de Covid-19 e não só diminuiria o risco para os países que desenvolvem e compram vacinas, mas também garantiria que os preços fossem mantidos “o mais baixo possível”.
“O nacionalismo vacinal só ajuda o vírus”, disse ele em entrevista coletiva nesta segunda. “O sucesso do mecanismo Covax depende não apenas dos países que o assinam, mas também do preenchimento de lacunas de financiamento.”
A Covax é co-liderada pela aliança de vacinas GAVI, pela OMS e pela Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) e foi projetada para garantir o acesso equitativo globalmente às vacinas contra Covid-19 assim que elas forem autorizadas para uso.
Atualmente, o programa cobre 9 possíveis vacinas contra o novo coronavírus e seu objetivo é garantir o estoque e fornecimento de 2 bilhões de doses, até o final de 2021, para todos os países que se inscreverem no programa.
“Inicialmente, onde haverá fornecimento limitado (de vacinas contra Covid-19), é importante dar a vacina àqueles em maior risco ao redor do globo”, disse da OMS.
Ele afirmou que isso inclui os profissionais de saúde na linha de frente da pandemia, que são “essenciais para salvar vidas e estabilizar o sistema de saúde”.
Vacina brasileira
A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Brasil em parceria com os Estados Unidos está na etapa pré-clínica, mas promete bons resultados. Quem afirma isso é Helena Faccioli, CEO da Farmacore Biotecnologia, laboratório que desenvolve os testes em parceria com americana PDS Biotech Corporations.
“Os testes iniciais estão sendo desenvolvidos nos EUA e estamos com resultados iniciais muito promissores. Nossa perspectiva é que no final de novembro, começo de dezembro a gente já consiga trazer essa vacina para iniciar os testes clínicos em humanos”, explica.
“Estamos na etapa de comprovação do pré-clínico, da elaboração de todos os documentos necessários para a Anvisa à produção do lote experimental. Nossa ideia é fazer no Brasil, já que é uma tecnologia brasileira. Uma vacina brasileira contra a Covid”, continua.
Helena estima que é muito difícil uma vacina chegar ao mercado com menos de 18 meses. Como o desenvolvimento do medicamento começou em março, a executiva acredita que ainda levará um ano para a vacina ser disponibilizada.
