Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de novembro de 2018
Em reunião com governadores eleitos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) defendeu a aprovação de medidas “amargas” pelo Congresso Nacional. Para ele, as reformas que passam pela Câmara e pelo Senado são as mais importantes. Bolsonaro participou de encontro com 20 governadores e os futuros ministros da Economia, Paulo Guedes, da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.
“Os senhores têm a perfeita noção do que tem que ser feito. Algumas medidas são um pouco amargas, mas não podemos tangenciar com a possibilidade de nos transformarmos no que a Grécia passou, por exemplo”, disse o presidente eleito. Entre as reformas defendidas pela equipe de Bolsonaro, está a da Previdência.
O grupo chegou a tentar articular aprovação de alguma mudança nas regras da aposentadoria já neste ano, mas depois passou a afirmar que deve ficar para o ano que vem. No encontro, o presidente eleito recebeu uma carta elaborada pelos governadores com demandas dos estados ao governo federal.
Depois que os representantes dos governos regionais fizeram discursos em busca de repasses de recursos federais em diversas áreas, Bolsonaro afirmou que sua equipe vai estudar as demandas. “Faremos todo o possível para atendê-los, independente da coloração político partidária”, afirmou. No discurso, o militar reformado voltou a dizer que “é preciso preservar o meio ambiente, mas não da forma que está aí”.
Ele afirmou que a liberação de licenças ambientais será acelerada, mas não será feita a toque de caixa. “Se o nosso agronegócio, que é pujante, conseguir se livrar de alguns desses problemas, essa área ajudará a nossa economia”, afirmou.
No encontro, os governadores eleitos também pediram soluções na área da segurança, com liberação de recursos aos estados. Em sua fala, Bolsonaro não se aprofundou no tema, mas disse que o país precisa buscar soluções que não sejam apenas econômicas.”Se conseguirmos diminuir a temperatura da segurança no Brasil, a economia começa a fluir”, disse.
Divisão de recursos
O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, fez o primeiro aceno aos governadores eleitos e prometeu dividir os recursos que devem ser obtidos no megaleilão do pré-sal com Estados e municípios. A arrecadação com a venda dos blocos é estimada em R$ 100 bilhões, dinheiro que é considerado importante para reduzir o déficit das contas federais e agora é cobiçado pelos Estados em tempos de grave crise fiscal e de cofres vazios.
O compromisso de Guedes foi anunciado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). O apelo mais comum entre os presentes foi a necessidade de dinheiro novo para os Estados e de outra renegociação de dívidas.
Eunício prometeu colocar em votação na semana que vem o projeto que abre caminho para a realização do leilão da cessão onerosa. O texto já foi aprovado na Câmara. Otimista, ele chegou a dizer que a medida pode render ainda mais, até R$ 130 bilhões. Parte do dinheiro, no entanto, é devida à Petrobras por conta da renegociação do contrato de cessão onerosa firmado com a União em 2010.
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