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Apenas 8% dos réus da Operação Lava-Jato estão presos

Segundo o Ministério Público Federal, foram decretadas 79 prisões preventivas ao longo das 37 fases da operação. (Crédito: Reprodução)

Prestes a completar três anos, a Operação Lava-Jato em Curitiba (PR) tem 8% dos 260 réus na primeira instância presos preventivamente por ordem do juiz Sérgio Moro. Os investigados são acusados de envolvimento corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude ao sistema financeiro e organização criminosa.

Os dados foram divulgados pela Procuradoria da República no Paraná. Segundo o Ministério Público Federal, foram decretadas 79 prisões preventivas ao longo das 37 fases da operação, o que dá uma média de cerca de duas prisões por fase. Com o passar do tempo, contudo, muitas foram revogadas pelo próprio juiz Moro, “quando não se mostraram mais necessárias”, diz a Procuradoria.

“Se levarmos em conta outros dois momentos da operação, a variação não foi grande. Em fevereiro de 2016 a força-tarefa Lava Jato em Curitiba havia acusado formalmente, até então, 179 pessoas. Destas, 15 permaneciam detidas preventivamente, representando 8,3% do total de denunciados. Já em setembro de 2016, o número de acusados subiu para 239 pessoas. Nesta época, 21 réus permaneciam presos, representando 9%”, segue a nota da força-tarefa.

Para os procuradores da Lava-Jato, os dados mostram que as prisões preventivas estão sendo utilizadas de forma “excepcional” na Operação e refutam a tese de “uso excessivo” das preventivas. Este tipo de prisão ocorre antes de o réu ser condenado para preservar o andamento da investigação e ganhou notoriedade com a Lava-Jato, que colocou atrás das grades nomes de poderosos como os maiores empreiteiros do País além de ex-ministros e ex-diretores da Petrobras.

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