A foto do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva com a cúpula do PDT (Partido Democrático Trabalhista) no palanque, na última semana, ao receber apoio de Carlos Lupi (presidente nacional do partido) e outros figurões à reeleição ganhará, em breve, um novo significado para o petista.
Muita gente importante do partido, que estava com Lula no evento, foi citada nas investigações que envolvem as fraudes bilionárias contra beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), segundo a coluna Radar, da revista Veja.
Já são mais de 60 inquéritos em curso no gabinete do ministro André Mendonça, que incluem negociações de delações premiadas. Um dos personagens que narra histórias envolvendo pedetistas é o empresário Maurício Camisotti, segundo informação da coluna Radar, divulgada em abril.
No ano passado, para se livrar do desgaste do escândalo, Lula demitiu Lupi do Ministério da Previdência e foi sendo obrigado a demitir outros aliados do ex-ministros, sempre que a Polícia Federal realizava uma nova operação. Apesar de tantos constrangimentos, o petista, claro, não recusou o apoio eleitoral da sigla – ainda que com alguns aliados enrolados.
Apoio do partido
O Diretório Nacional do PDT aprovou, por unanimidade, na última segunda-feira (20), o apoio do partido à reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada durante a Convenção Nacional Partidária e Eleitoral, realizada na sede nacional da legenda, em Brasília (DF), diante de um auditório lotado por lideranças pedetistas e de outras legendas.
Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi afirmou que o partido é a primeira legenda nacional a oficializar o apoio a Lula para a eleição deste ano. Segundo ele, a aliança não está condicionada a cargos ou espaços no governo, mas à coerência histórica do partido.
“Hoje estamos fazendo história porque, desde 1989, quando Brizola apoiou Lula no segundo turno, e de 1998, quando foi seu vice, não tivemos a oportunidade que temos agora: ser o primeiro partido nacional a anunciar oficialmente o apoio ao presidente Lula. Não é cargo, espaço em ministério ou qualquer benesse de poder que nos faz estar aqui. É a história da luta do povo brasileiro, é a história da coerência do PDT”, afirmou.
Lupi acrescentou que a convenção representa um reencontro do PDT com sua trajetória e uma reafirmação do compromisso da legenda com as lutas democráticas do país.
Ao participar da convenção, Lula agradeceu o apoio e afirmou que a campanha será marcada pela defesa da soberania nacional e do regime democrático. O presidente também relacionou o avanço da extrema-direita ao desmonte de políticas públicas, ao negacionismo e às tentativas de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros.
“Não há nada mais sagrado neste momento histórico do que duas coisas para marcar uma campanha política neste país. Primeiro, a defesa da soberania nacional. Nós precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho de que este país foi criado e construído por brasileiros. A outra coisa é a democracia. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo voltem a pensar em governar este país”, afirmou Lula. (Com informações são da coluna Radar, da revista Veja, e do PDT)
