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Após “avalanche” da direita, Lula terá de mudar campanha para tentar reverter o resultado do primeiro turno

A campanha petista ficou atônita não só com o avanço de Flávio Bolsonaro, mas também com a vitória da direita no Senado. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Depois do susto com a “avalanche” da direita no primeiro turno, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu que a campanha do segundo turno terá de “mudar muito” para tentar reverter o resultado classificado de “péssimo”. A sensação entre assessores presidenciais era de quem foi atropelado por uma onda bolsonarista que não estava no radar da campanha petista. As informações são do jornalista Valdo Cruz.

“O que estamos assistindo é uma avalanche da direita. Péssimo para nós, não estávamos prevendo essa onda bolsonarista tão forte nesta reta final. Vamos ter de repensar tudo para o segundo turno para vencermos o bolsonarismo”, refletiu um líder da campanha do presidente Lula ao blog de Valdo Cruz na noite de domingo (4).

Campanha petista ficou atônita

A campanha petista ficou atônita não só com o avanço de Flávio Bolsonaro, mas também com a vitória da direita no Senado. Lula encolheu no Sudeste e perdeu votos até no Nordeste.

“Ninguém previu essa derrota, principalmente em Minas”, admitiu um conselheiro de Lula no Estado.

Agora, a ordem é mudar a campanha para o segundo turno. Lula já discute com sua equipe a nova estratégia desta reta final.

Um dos focos será convencer quem se absteve, um recorde para o primeiro turno, mais de 33 milhões de eleitores, a comparecer no segundo turno.

Apoios no campo de centro

Outra mudança será falar mais do que pode ser um quarto mandato de Lula do que ficar falando do legado. Esse discurso de martelar os feitos dos governos Lula não sensibilizou o eleitorado, principalmente o de Centro.

Lula vai buscar também apoios no campo de centro. Por sinal, aí está um dos principais fatores da derrota de Lula neste primeiro turno. O presidente não governou, nos últimos quatro anos, com a Frente Ampla que garantiu sua eleição em 2022. Ele até nomeou ministros deste campo, mas não governou com esse grupo.

“Faltou frente ampla no núcleo de decisão do governo, o resultado foi um governo de esquerda, que não conversou com o eleitor de centro, que agora deu o troco”, analisa um interlocutor do presidente.

 

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