Michelle Bolsonaro recebeu alta nesse domingo (2), horas antes da convenção do PL no Distrito Federal. O Hospital DF Star informou que a ex-primeira-dama deu entrada na noite de sábado (1º) com cefaleia refratária a medicamentos orais. A unidade afirmou que foram feitos exames para investigação e um procedimento de bloqueio anestésico de nervos cranianos, com “resposta satisfatória”.
Mesmo tendo recebido alta, ela deve seguir acompanhamento com a equipe médica. O boletim foi assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, pela neurologista Carolina Colaco e pelo diretor geral da clínica, Allisson B. Barcelos Borges.
Antes, ainda nesse domingo, a assessoria de Michelle havia dito que ela seguia hospitalizada por causa da persistência do quadro de cefaleia. Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe informou que o procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos foi realizado e que aguardava novo pronunciamento dos médicos.
Convenção
Michelle teve uma carta lida em seu nome durante a convenção do partido no Distrito Federal, em que foi anunciada como candidata ao Senado.
Michelle disse que queria estar na convenção, mas relatou mais de dez dias de “enxaqueca incessante e aguda” e uma internação na véspera. “Ontem, não consegui mais suportar e fui para o hospital, onde fiquei internada. Meu corpo precisou parar”, afirmou no texto lido pelo irmão e candidato a primeiro suplente, Diego Torres.
Enquanto Diego Torres lia a carta no palco, Flávio Bolsonaro permaneceu no fundo e não olhou nem quando foi mencionado. O senador participou do evento e, em seu discurso, desejou melhoras à ex-primeira-dama.
A carta tratou a convenção como o início de uma campanha para “devolver esperança, segurança, liberdade e futuro” ao Distrito Federal. “Esta não é apenas mais uma convenção. É o começo de uma caminhada”, escreveu Michelle.
Michelle se apresentou como “filha” do Distrito Federal e citou a ligação pessoal com Jair Bolsonaro para justificar a entrada na política. “Eu sou da Ceilândia. Sou filha desta terra. E há quase vinte anos sou a esposa de um homem que o Brasil conhece muito bem: Jair Bolsonaro”, afirmou.
No texto, ela disse que passou a ver a política como algo que afeta o dia a dia e o bolso. Michelle relatou um conselho do marido sobre o Congresso e afirmou que a política “entra na casa da gente. Pesa no bolso. Protege ou abandona”.
Michelle citou ações do período em que foi primeira-dama e disse que atuou sem mandato, mas com “missão”. “Eu não tinha um mandato. Eu tinha uma missão com propósito”, escreveu, ao mencionar a criação de um protocolo de atendimento para pessoas com epidermólise bolhosa e iniciativas voltadas à comunidade autista, como a Lei Romeo Mion.
A ex-primeira-dama também comparou os governos Bolsonaro e Lula e disse que a política “nas mãos erradas” castiga. “Eu também vejo o complemento dessa Palavra acontecendo no atual governo: quando o ímpio governa, o povo geme!”, afirmou na carta.
Michelle confirmou que aceitou o desafio de disputar o Senado e associou o mandato à ideia de cuidado. “Sou pré-candidata ao Senado Federal e vou ajudar a edificar a nossa Nação. Porque governar é cuidar!”, afirmou.
A direção nacional do PL decidiu lançar Michelle e Bia Kicis como candidatas ao Senado pelo Distrito Federal. O partido também definiu apoio a Celina Leão (PP) ao governo do DF, em um acordo que exclui o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o senador Izalci Lucas (PL) da disputa ao Senado em 2026. (Com informações do portal UOL)
