O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou que ingressará com uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o colega Jean Wyllys (PSOL-RJ), que admitiu ter cuspido em seu rosto durante a votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no domingo. Em entrevista à imprensa, o polêmico parlamentar negou ter ofendido Wyllys antes do incidente no Plenário.
“Ele não deve ter gostado do meu discurso”, argumentou. “Depois que ele deu o seu voto contra o impeachment, saiu exaltado porque a votação já estava decidida. Foi nesse momento que recebi a cusparada no rosto, que também atingiu outras pessoas. Eu não o segurei e as câmeras vão mostrar isso. Também não o xinguei. Vou chutar cachorro morto?”
Nas redes sociais, Wyllys afirmou que Bolsonaro tentou segurar o seu braço e o insultou com expressões homofóbicas. Em entrevista coletiva na Câmara, ele disse que cuspiria “quantas vezes fossem necessárias”.
“Nós estávamos numa votação e o tempo todo eu não ataquei ninguém, mas na hora em que fui votar, esse canalha me insultou e tentou agarrar o meu braço, ele ou alguém que estivesse por perto. Devolvi cuspindo na cara dele, que é o que ele merece”, justificou. “Não tenho medo de enfrentar um processo disciplinar.” (AG)
