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Após nove meses, programa de logística do governo federal só produz resultado no setor portuário

Há cargas paradas nos portos há quase três meses. (Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)

Citada pela presidenta Dilma Rousseff como parte da estratégia do governo para tirar o País da crise econômica, a segunda fase do PIL (Plano de Investimento em Logística), lançada há nove meses, só avançou no setor portuário.

Até agora, o governo federal só conseguiu leiloar três áreas para movimentação de cargas no porto de Santos (SP), o maior do País. Além disso, deu anuência para a concessão de aeroportos regionais, administrados por Estados. Entre os projetos de rodovias, ferrovias ou aeroporto em capitais, nenhum saiu do papel.

O governo lançou o pacote de novas concessões em junho de 2015, momento em que a popularidade da presidenta estava em queda. Juntas, as obras devem resultar em investimentos de R$ 198,4 bilhões. Os leilões dos aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador estão entre os mais aguardados. A previsão inicial era de que aconteceriam em março, mas acabaram adiados para junho.

O governo também reduziu a estimativa de investimentos para portos, de R$ 37,4 bilhões para 34,4 bilhões. A segunda fase do PIL foi feita pelo então ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, hoje ministro da Fazenda. O plano de 2015 conta com vários projetos que já faziam parte da primeira fase do programa, anunciado em 2012.

O Ministério do Planejamento informou, em nota, que o processo de concessão em infraestrutura envolve etapas como desenvolvimento do projeto, consulta pública, análise dos estudos pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e leilão. (AG)

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