Ícone do site Jornal O Sul

Após o Senado rejeitar indicação de Jorge Messias, veja como foram os votos para outros ministros do Supremo

Resultado contra Messias contrasta com um histórico de votações que vai de aprovações quase unânimes a disputas mais apertadas no plenário. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) por 42 votos contrários e 34 favoráveis. O resultado rompe o padrão recente de confirmações e contrasta com um histórico de votações que vai de aprovações quase unânimes a disputas mais apertadas no plenário.

Em mais de um século de República, rejeições a indicações ao STF são raras. Apenas cinco nomes foram barrados, todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta no Supremo cinco meses após o anúncio de seu nome, Messias enfrentou resistência no plenário em um cenário de maior tensionamento entre Congresso e STF. Embora os placares tenham se tornado mais apertados nesse período, as indicações à Corte vinham sendo aprovadas pelo Senado.

— Veja como foram algumas das votações mais recentes:

* Cristiano Zanin – 58 votos a favor e 18 contrários
* Flávio Dino – 47 votos a favor e 31 contrários
* André Mendonça – 47 votos a favor e 32 contrários
* Kassio Nunes Marques – 57 votos a favor e 10 contrários
* Alexandre de Moraes – 55 votos a favor e 13 contrários
* Edson Fachin – 52 votos a favor e 27 contrários
* Luiz Fux – 68 votos a favor e 2 contrários
* Dias Toffoli – 58 votos a favor e 9 contrários
* Cármen Lúcia – 55 votos a favor e 1 contrário
* Gilmar Mendes – 57 votos a favor e 15 contrários

Os resultados anteriores mostram diferentes níveis de apoio aos indicados. Enquanto nomes como Luiz Fux (68 a 2), Cármen Lúcia (55 a 1) e Dias Toffoli (58 a 9) foram confirmados com ampla maioria, outros enfrentaram maior resistência, como Flávio Dino (47 a 31) e André Mendonça (47 a 32).

O histórico sugere que, embora a aprovação de indicados ao STF continue sendo a regra no Senado, o ambiente político mais tensionado dos últimos anos tem se refletido em maior número de votos contrários e em um plenário mais dividido.

Os aliados do governo Lula já esperavam uma aprovação por placar mais apertado no plenário do Senado, em meio a um contexto de disputa política com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Antes da votação em plenário, Messias passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em uma sabatina que durou cerca de oito horas. Foram 16 votos favoráveis e 11 contrários, acima do mínimo de 14 votos necessários para aprovação.

O resultado da CCJ tem caráter opinativo e funciona como recomendação ao plenário. Os senadores votam o parecer do relator, neste caso, Weverton Rocha (PDT-MA), que pode sugerir aprovação ou rejeição do indicado.

Na etapa final, Messias precisou do aval do plenário do Senado, onde são exigidos ao menos 41 votos favoráveis, em votação secreta e presencial. Ele foi reprovado por 42 votos contrários contra 34 favoráveis. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

Sair da versão mobile