Ícone do site Jornal O Sul

Após o Supremo determinar checagem de vagas em penitenciárias de Santa Catarina, defesa do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal pede que ele continue na Papudinha

Vasques foi condenado a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e preso em dezembro do ano passado. (Foto: Divulgação/PRF)

A defesa do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques pediu que ele continue na Papudinha, em Brasília, onde está preso. O motivo, segundo a solicitação, é a incerteza de que os cuidados de saúde dele sejam assegurados adequadamente em outra unidade prisional.

Vasques foi condenado a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e preso em dezembro do ano passado. A defesa dele havia pedido anteriormente que ele fosse transferido para uma unidade prisional em Santa Catarina, para continuar os estudos de doutorado.

O pedido da defesa de Vasques para que ele continue na Papudinha, que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, foi feito na quarta-feira (21). Não havia resposta até essa segunda-feira (26). A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou às 18h37 dessa segunda que ainda não havia sido intimada para se manifestar.

Anteriormente, quando a defesa pediu a transferência de Vasques para Santa Catarina, o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a determinar que penitenciárias do estado catarinense informassem se haveria vaga para ele.

Silvinei Vasques foi preso no Paraguai e entregue à Polícia Federal. Ele chegou ao Brasil na noite de 26 de dezembro. Ele cumpre pena na ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha”, que também abriga atualmente o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e, mais recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Silvinei Vasques foi condenado pelo STF a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo a decisão, ele atuou para monitorar autoridades e dificultar a votação de eleitores, especialmente no Nordeste.

Ao tentar fugir do Brasil, o ex-PRF rompeu a tornozeleira e foi detido no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos.

Ele usou a identidade de Julio Eduardo e chegou a apresentar à polícia paraguaia uma declaração na qual afirmava que tinha câncer na cabeça e não podia falar.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva dele.

Sair da versão mobile