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Após polêmica com artistas, Temer dá posse a novo ministro da Cultura

Temer com Marcelo Calero, no Palácio do Planalto. (Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Após ter sido alvo de protestos de artistas, o presidente em exercício Michel Temer deu posse nesta terça-feira (24), no Palácio do Planalto, ao novo ministro da Cultura, Marcelo Calero. No último sábado (21), Temer desistiu de transformar a Cultura em uma secretaria subordinada ao Ministério da Educação e devolveu à pasta o status de ministério.

Ex-secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Marcelo Calero foi promovido de secretário especial do MinC para o posto de ministro.

Com 33 anos, Calero atuou por cinco anos no setor privado até assumir, em 2005, seu primeiro cargo público na Comissão de Valores Mobiliários. Em 2007, foi aprovado no concurso de admissão à carreira diplomática. Após completar seus estudos no Instituto Rio Branco, atuou no Departamento de Energia do Itamaraty e na embaixada do Brasil no México.

Em 2013, foi cedido para a Prefeitura do Rio e foi convidado pelo prefeito Eduardo Paes para comandar as comemorações de 450 anos do Rio. Em janeiro de 2015, assumiu a Secretaria Municipal de Cultura, onde fortaleceu os investimentos em programas de requalificação dos equipamentos culturais e de democratização do acesso ao financiamento público para a Cultura.

Idealizou o Passaporte Cultural Rio, passe lançado no dia 13 de maio, que dá acesso gratuito ou com descontos a peças de teatro, exposições e shows que vão celebrar a cultura carioca durante os períodos Olímpico e Paralímpico. Em quase um ano e meio à frente da pasta municipal, Calero reabriu o histórico Teatro Serrador, dentro de um plano de requalificação dos equipamentos culturais.

A ampliação do acesso ao financiamento público para a Cultura e o diálogo com a classe artística foram as marcas da gestão de Calero à frente da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

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