O triunfo do “não” no plebiscito na Grécia não significa “uma ruptura com a Europa”, mas “o reforço do nosso poder de negociação” com os credores, a União Europeia e o FMI, afirmou na noite deste domingo (hora local) o premiê grego, Alexis Tsipras. Com 95,4% dos votos apurados, o “não” tinha 61,31% dos votos, enquanto o “sim”, cerca de 39%. O resultado representa uma vitória fundamental da esquerda, cuja postura antiausteridade tem avançado no continente europeu.
Em um discurso televisionado, o primeiro-ministro assegurou que seu governo está “pronto para retomar as negociações com um plano de reformas confiáveis e socialmente justas” e que “desta vez, a questão da dívida (pública) estará sobre a mesa [de negociações]”. Ele também lançou uma mensagem de unidade: “independentemente do que tenhamos votado, nós somos um” após a consulta popular de domingo.
“Sabemos que não há soluções fáceis. Mas existem soluções justas, soluções viáveis, desde que haja disposição dos dois lados”, afirmou o líder da coligação Syriza, que se referiu à situação de seu país como “crise humanitária”.
O ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, também se manifestou. Ele salientou que a vitória do “não” favorece a democracia e a justiça social e permite que Atenas chame seus parceiros para negociar um acordo justo.
