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Arábia Saudita: muito além de Neymar, a relação do Brasil com o Al-Hilal vai de Rivellino a Thiago Neves

Ex-PSG, Neymar foi a contratação mais badalada da última janela de transferência. (Foto: Divulgação)

Apesar de ter em seu elenco os brasileiros Michael, ex-Flamengo, Malcom, ex-Corinthians, e Neymar, ex-PSG e contratação mais badalada da última janela de transferência, o Al-Hilal, da Arábia Saudita, tem uma relação muito forte com os brasileiros no mundo do futebol. Esse antigo vínculo começou no final da década de 1970, quando Zagallo foi o primeiro a desembarcar em Riad.

Após uma passagem pela seleção do Kuwait, Zagallo assinou com o Al-Hilal e assumiu a equipe em 1978. Sua passagem pelo time saudita foi curta, mas suficiente para que o considerem o maior treinador da história da agremiação. O Velho Lobo conquistou o título do Campeonato Saudita em 1978/79, em sua primeira temporada. Além disso, o treinador foi o responsável pela contratação de Rivellino.

Ídolo do Fluminense, Rivellino chegou ao Al-Hilal em 1979, aos 33 anos, logo após a criação do Campeonato Saudita. O meio-campista foi convencido por Zagallo, seu treinador na Copa do México e então comandante do Al-Hilal, a trocar o Fluminense pela Arábia Saudita. Por lá, o brasileiro conquistou a liga e a copa nacional, com 23 gols em 50 partidas e se aposentou com a camisa do clube saudita, três anos depois.

Após Zagallo e Rivellino abriram as portas da Arábia Saudita para os brasileiros, outros nomes começaram a desembarcar no país. Nome folclórico do futebol carioca, o atacante Dé Aranha foi contemporâneo de Rivellino no Al-Hilal, por exemplo. Além dele, o centroavante Serginho, que teve passagens por Corinthians, Vasco e Botafogo nos anos 1990, jogou no clube saudita e ganhou o apelido de “Serginho das Arábias”.

O início dos anos 2000 foi onde o fluxo de jogadores brasileiros no Al-Hilal aumentou. Entre alguns nomes estão: Roni, ex-Fluminense, Túlio, ex-Botafogo, Leandro Ávila, que já defendeu os quatro grandes do Rio de Janeiro, Somália, atacante ex-Fluminense, e Giovanni, ex-Santos. O atacante Edmílson, que rodou bastante em Portugal e foi ídolo na Coreia do Sul, e o zagueiro Marcelo Tavares também jogaram no clube.

O meio-campista Camacho, que jogou no Botafogo na Série B de 2003 e logo se transferiu para o Al-Hilal, foi quem mais se destacou. O brasileiro fez o gol do título do Campeonato Saudita em 2004/05, foi eleito o melhor jogador estrangeiro no país e liderou a artilharia do time – atualmente Camacho é o terceiro maior artilheiro brasileiro do Al-Hilal.

Outros dois nomes conhecidos no futebol brasileiro marcaram época no Al-Hilal. O meia Thiago Neves acumulou duas passagens pelo clube saudita – em 2009 e 2013 – e foi protagonista da equipe que chegou a final da Champions Asiática em 2014, mas perdeu a decisão para o Western Sydney Wanderers. Ele é o segundo brasileiro com mais gols pelo Al-Hilal.

O outro é o Eduardo, que atualmente joga no Botafogo. Carlos Eduardo, como ficou conhecido quando atuou na Arábia Saudita, é o brasileiro com mais partidas e mais gols pelo Al-Hilal. O meia defendeu o clube de 2015 a 2020 e foram 75 gols em 147 partidas, com três títulos sauditas.

Técnicos brasileiros

Além dos jogadores, os treinadores brasileiros também sempre foram bem vistos na Arábia Saudita. Depois de Zagallo, o Al-Hilal trouxe Rubens Minelli como sucessor do Velho Lobo e posteriormente outros nomes conhecidos no Brasil passaram por Riad. São os casos de Valdir Espinosa, Candinho, Joel Santana, Edson Tavares, Sebastião Lazaroni, Nelsinho Baptista, Antônio Lopes, Marcos Paquetá, Toninho Cerezo e Rogério Micale. As informações são do jornal O Globo.

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