Em março deste ano, o Grêmio recebeu um certificado pelo uso de energia elétrica proveniente de fonte limpa, totalmente renovável e de baixo impacto ambiental. O documento foi emitido pela LudFor Energia, responsável pela consultoria na compra e na gestão da energia elétrica da Arena.
Desde 2018, o estádio opera com esse modelo de fornecimento, o que contribui para seus resultados de sustentabilidade. De acordo com o Certificado de Redução de Emissão de Gases do Efeito Estufa, já foram evitadas 290,42 toneladas de CO₂ (dióxido de carbono).
Na prática, esse volume de redução equivale à preservação de 8.025 mudas de árvores ao longo de 20 anos. Também corresponde à destinação de 124 toneladas de papel e papelão a aterros sanitários e à retirada de 2.886 veículos leves das ruas, considerando um percurso médio de 500 quilômetros com gasolina.
A energia utilizada na Arena é adquirida por meio do Mercado Livre de Energia, ambiente regulado pelo Governo Federal que permite ao consumidor escolher fornecedores, negociar preços e definir o tipo de energia contratada – o que favorece o uso de fontes renováveis.
Para o gerente de Engenharia e Manutenção do Grêmio, Luciano Coelho, a mudança trouxe ganhos financeiros e maior previsibilidade. “A migração para o Mercado Livre de Energia nos garantiu melhores condições financeiras, com redução de custos mensais. Além disso, trouxe maior previsibilidade nos valores do megawatt-hora (MWh), favorecendo o planejamento e o controle do orçamento”.
Desde o início da operação nesse modelo, há oito anos, a Arena registra uma economia média anual de cerca de R$ 2 milhões em energia elétrica. Segundo o clube, os recursos economizados podem ser direcionados para melhorias na estrutura do estádio, ao mesmo tempo em que reforçam o compromisso com práticas mais sustentáveis.
