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Com virada de 2 a 1 sobre a Inglaterra, Argentina vai à final da Copa do Mundo contra a Espanha

Equipe sul-americana disputará no domingo o seu quarto título no torneio. (Foto: Divulgação/Fifa)

Uma virada de 2 a 1 sobre a Inglaterra aos 47 minutos da etapa complementar garantiu à Seleção da Argentina a sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo. A vaga na decisão foi conquistada nessa quarta-feira (15), em Atlanta (EUA). O título será decidido contra a Espanha, em Nova Jersey, a partir das 16h (horário de Brasília) de domingo (19), na cidade norte-americana de East Rutherford.

Se vencer o duelo, a equipe sul-americana chegará a seu quarto título no torneio, após os títulos de 1978 (em casa), 1986 (México) e 2022 (Catar). Já o time ibérico tenta a sua segunda taça – a primeira foi conquista na edição de 2010 (África do Sul).

O jogo também marcará a sétima decisão de Copa com a presença da Argentina, vice-campeã nos Mundiais de 1930 (Uruguai), 1990 (Itália), 2014 (Brasil). A Espanha, por sua vez, chega à sua segunda final do torneio – a única vez em que esteve em uma final foi na mencionada edição de 2010, quando venceu a Holanda.

Resumo da partida

A Inglaterra abriu o placar com Anthony Gordon, mas acabou recuando excessivamente após o gol. O técnico Thomas Tuchel reforçou o sistema defensivo ao longo da partida, apostando em proteger a vantagem, mas a estratégia permitiu que a Argentina assumisse o controle das ações ofensivas.

O time sob o comando de Lionel Scaloni reagiu nos minutos finais e marcou duas vezes em um intervalo de apenas seis minutos, com Enzo Fernández aos 40 minutos e Lautaro Martínez já nos acréscimos, aos 47, levando milhares de “hermanos” à euforia no Mercedes-Benz Stadium.

Aos britânicos, resta agora a busca do terceiro lugar, contra a França, às 18h deste sábado (18). O confronto terá como localo Hard Rock Stadium, em Miami (EUA).

Principais lances

A semifinal teve um primeiro tempo de muita disputa física e poucas oportunidades de gol. O clima entre argentinos e ingleses foi tenso desde os minutos iniciais, marcado por faltas, discussões e provocações. O histórico entre as duas seleções, que inclui a Guerra das Malvinas, o “Gol do Século” e a “Mão de Deus”, voltou a cercar o confronto, embora jogadores e treinadores tenham minimizado essa rivalidade antes da partida.

Nos primeiros 45 minutos, as defesas levaram vantagem. A primeira finalização de maior perigo aconteceu apenas aos 32 minutos, em um cabeceio de John Stones que saiu sem direção. Lionel Messi e Jude Bellingham, principais referências técnicas das equipes, encontraram dificuldades para criar jogadas e foram constantemente marcados, muitas vezes com faltas duras.

A partida ganhou  intensidade após o intervalo. Julián Álvarez criou duas boas oportunidades logo no início da etapa final, mas parou em Jordan Pickford e depois finalizou pela rede do lado de fora.

Com maior posse de bola, a Argentina passou a controlar as ações, enquanto a Inglaterra apostava nos contra-ataques. Aos 19 minutos, os ingleses abriram o placar. Harry Kane iniciou a jogada com um lançamento, Morgan Rogers cruzou pela direita e Anthony Gordon apareceu nas costas de Nahuel Molina para completar para as redes.

Mesmo em vantagem, a Inglaterra optou por recuar ainda mais. Tuchel substituiu Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa, fortalecendo a defesa, mas entregando completamente a iniciativa à Argentina.

A pressão sul-americana aumentou. Nico González e Alexis Mac Allister levaram perigo em jogadas aéreas, enquanto Enzo Fernández obrigou Pickford a fazer boa defesa em chute de fora da área.

O empate saiu aos 40 minutos. Enzo Fernández, destaque do Chelsea, acertou uma bela finalização da intermediária e deixou tudo igual. A Argentina manteve a pressão nos minutos finais e foi recompensada já nos acréscimos: Lautaro Martínez recebeu cruzamento de Messi e marcou de cabeça o gol que garantiria o trunfo argentino, coroando a insistência ofensiva da equipe de Lionel Scaloni, que dominou as ações na reta final.

Ficha técnica

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