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Argentina cresce mais do que o esperado após o presidente Javier Milei suspender os controles cambiais

A atividade econômica aumentou 1,9% em abril em relação a março. (Foto: Divulgação)

A economia da Argentina cresceu mais do que o esperado em abril, uma vez que o presidente Javier Milei afrouxou alguns controles monetários como parte de um acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional.

A atividade econômica aumentou 1,9% em abril em relação a março, em comparação com a estimativa mediana de 0,3% dos analistas consultados pela agência Bloomberg. Em relação a um ano atrás, a atividade aumentou 7,7% em abril, também superando as expectativas, de acordo com dados do governo publicados nessa segunda-feira.

Depois de uma forte contração no ano passado, no início da campanha de austeridade de Milei, a atividade econômica cresceu nos dois primeiros meses deste ano, mas caiu em março em meio à turbulência do mercado pouco antes da assinatura do novo acordo com o FMI.

O pacote de financiamento foi assinado em 11 de abril, e a Argentina suspendeu os controles significativos de moeda e capital com pouco impacto sobre a moeda, embora as restrições continuem em vigor para as empresas.

O setor varejista da Argentina liderou o crescimento em abril, seguido pelo setor industrial e financeiro. Separadamente, a Argentina ampliou o crescimento no primeiro trimestre do ano, com os gastos dos consumidores crescendo 2,9% em relação ao trimestre anterior.

Uma equipe técnica do FMI visitou Buenos Aires na semana passada para analisar o progresso da equipe econômica até o momento. Um acordo em nível de equipe sobre a primeira revisão será um passo fundamental para que a diretoria do FMI aprove um desembolso de US$ 2 bilhões como parte do programa.

Cúpula do Mercosul

Em outra frente, em menos de cinco dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terá reuniões com os ministros da Economia da Argentina, China e Rússia. Haddad embarca para Buenos Aires nesta terça-feira (1º), onde participa da Cúpula do Mercosul. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a comitiva brasileira.

Na capital, Haddad se encontrará com o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo. Segundo fontes da Fazenda, a reunião foi marcada a pedido dos argentinos e terá um caráter mais político.

O presidente da Argentina, Javier Milei, é crítico de Lula e já chegou a chamar o presidente brasileiro de “corrupto” e “comunista”.

Ainda em Buenos Aires, haverá uma reunião entre ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais dos países do Mercosul.

O encontro é considerado estratégico pelo governo brasileiro. Um dos temas esperados é o acordo Mercosul-União Europeia, que está em fase final de negociações.

Outro fator que aumenta o peso da reunião é a transição da presidência rotativa do bloco. O Brasil assume o comando do Mercosul em julho e ficará à frente até 31 de dezembro deste ano.

De Buenos Aires, Haddad segue para o Rio de Janeiro, onde participa da Cúpula dos Chefes de Estado dos Brics.

Na quinta-feira (3), Haddad terá encontros com o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an, e com o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov.

Segundo fontes do governo, os principais temas da conversa com o representante chinês devem ser o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como “Banco dos Brics”, e a COP30, que será realizada em novembro, em Belém.

Haddad também se reunirá com os ministros da Economia do Egito e dos Emirados Árabes Unidos, em um momento de ampliação das relações comerciais do Brasil com o Oriente Médio.

No sábado (5), haverá ainda uma reunião bilateral entre ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do Brics. As informações são da agência de notícias Bloomberg e da CNN.

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