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Arminio Fraga diz que, caso estivesse no governo, promoveria uma “grande mudança”

Segundo o ex-presidente do BC, serão dois, três anos de profunda recessão com a inflação alta. (Foto: Zô Guimarães/Folhapress)

Ex-presidente do BC (Banco Central) e apontado para ser ministro da Fazenda caso Aécio Neves (PSDB) vencesse as eleições presidenciais de 2014, Arminio Fraga considera o atual momento político-econômico brasileiro pior do que o início dos anos 1990, quando, em plena hiperinflação e moratória, ingressou na vida pública como diretor do BC. De acordo com Fraga, o Brasil perdeu o rumo durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, e acordou em um “pesadelo de um País paralisado, com um modelo ruim que não está sendo corrigido”.

Cético em relação ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ele diz que o antecessor, Joaquim Levy, aceitou o cargo por “coragem, com um pinguinho de sonho e loucura”. Fraga mantém-se convicto de que a situação do País seria outra em caso de vitória tucana, pois ele “jogaria no ataque”, com uma “grande mudança de regime econômico”, enquanto Levy “jogou na defesa”, para “segurar a barra e ver se conseguia ganhar tempo”.

A respeito da situação inflacionária, ele disse que serão dois, três anos de profunda recessão com a inflação alta. “Esse estado de estagflação pode se prolongar, inclusive com pressões no câmbio. Estamos correndo bastante risco”. Questionado sobre ter alguma esperança no Brasil, Fraga foi taxativo: “decrescente”. (AE)

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