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As contas do governo registraram superávit de 1 bilhão e 300 milhões de reais em novembro

Política busca retirar a pressão do caixa da União; já foram congelados mais de R$ 30 bilhões em despesas no governo Bolsonaro. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O governo registrou superávit primário de R$ 1,348 bilhão em novembro deste ano, informou nesta terça-feira (26) a Secretaria do Tesouro Nacional.

O resultado é o melhor para o mês de novembro desde 2013, quando houve um superávit de R$ 28,9 bilhões.

Isso significa que as receitas do governo com impostos e contribuições superaram as despesas em R$ 1,348 bilhão no mês passado. Essa conta, porém, não inclui os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.

No acumulado do ano, até novembro, as contas do governo registram déficit de R$ 101,919 bilhões, pior resultado para o período de toda a série histórica, que começa em 1997.

No acumulado dos últimos 12 meses o déficit do governo soma R$ 167 bilhões.

A secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, afirmou que a meta fiscal aprovada pelo Congresso para este ano, de R$ 159 bilhões de déficit, será cumprida com folga.

Em dezembro, o governo estima R$ 17,7 bilhões em receitas extraordinárias, dos quais R$ 13,8 bilhões de concessões e permissões e R$ 2,9 bilhões por devolução de precatórios.

Além disso, explicou a secretária, algumas despesas que ocorreram em dezembro do ano passado não devem ocorrer neste mês de dezembro, como o pagamento de tarifas bancárias e de dívidas com organismos internacionais.

Receitas e despesas

Segundo o Tesouro Nacional, as receitas totais tiveram um aumento de 0,4% em termos reais (após o abatimento da inflação) de janeiro a novembro deste ano, para R$ 1,232 trilhão.

Já as despesas totais não apresentaram variação em termos reais na comparação com os 11 primeiros meses do ano passado, totalizando R$ 1,131 trilhão.

Previdência Social

De acordo com o Tesouro Nacional, o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 142,8 bilhões, de janeiro a novembro de 2016, para R$ 172,8 bilhões no mesmo período deste ano, um aumento real de 17,2%.

Para 2017, a expectativa do governo é de que o INSS registre resultado negativo de R$ 185,7 bilhões.

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