O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse, em nota, que desconhece os relatos feitos pelo empresário Léo Pinheiro sobre suposta propina em sua administração e que considera as declarações “falsas e absurdas”. A nota afirma que acusações como essas precisam de provas, “sob o risco de servirem apenas a interesses outros que não os da verdade”. O senador afirma estranhar o que chama de vazamento “deste trecho” da delação de Pinheiro, da OAS, que o cita como beneficiário de propina.
Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa do senador, as obras da Cidade Administrativa foram contratadas por 948 milhões de reais em 2007 e tiveram custo final de 1,26 bilhão de reais, em 2010. Entre as razões do aumento está a construção de um túnel que não estava previsto no projeto inicial e que demandou uma nova licitação. O comunicado aponta que os aditivos firmados na construção da Cidade Administrativa mineira “corresponderam a 10% do valor inicial, percentual inferior aos 25% autorizados pela Lei 8.666 para obras públicas”.
A assessoria de Aécio reitera que “a obra foi conduzida com absoluta transparência e controle da sociedade”. “Todas as especificações técnicas do projeto tiveram acompanhamento e monitoramento da empresa de auditoria externa”, diz a nota.
