O Brasil perdeu 146,3 bilhões de reais para pirataria em 2017. O valor é estimado pelo FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria), associação de 30 entidades que combatem a ilegalidade. Em 2016, o rombo foi de 130 bilhões de reais.
De acordo com Edson Vismona, presidente do FNCP e do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), o valor é a estimativa de perdas das empresas e do governo com sonegação de impostos dos produtos piratas.
Em 2017, foram 100,2 bilhões de reais que as empresas deixaram de ganhar. O setor mais prejudicado foi o de vestuário, seguido por cigarros, óculos e TV por assinatura. O montante representa o mercado perdido para os produtos piratas. Esses produtos ilegais deixam de pagar uma alíquota média de imposto de 46%.
Esse sábado foi o Dia Nacional de Combate ao Contrabando, e o Etco divulgou a pesquisa Datafolha feita para avaliar a percepção da população sobre o contrabando.
Realizada entre os dias 5 e 8 de fevereiro, com 2.081 entrevistados em 129 municípios, a pesquisa mostra que 79% da população considera que o governo brasileiro é conivente com o crime organizado e com o contrabando de cigarros.
A Polícia Rodoviária Federal informou que realiza ações rotineiras, principalmente na fronteira, para coibir o contrabando de cigarros, além de eventuais.
