As importações de soja dos Estados Unidos pela China nos dois primeiros meses do ano aumentaram seis vezes em relação ao mesmo período do ano passado, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira (25), com a chegada de cargas compradas durante uma trégua comercial entre os países.
A China, principal importadora mundial da oleaginosa, trouxe 6,1 milhões de toneladas de soja nos EUA no primeiro bimestre, ante cerca de 1 milhão de toneladas no mesmo período de 2019, quando os embarques ainda eram amplamente limitados por causa da guerra comercial sino-americana.
As importações vieram alinhadas com os embarques para a China pelos EUA em dezembro, que subiram para 3,09 milhões de toneladas, 44 vezes o nível do ano anterior.
Os processadores chineses compraram soja norte-americana em várias rodadas de compras após uma trégua comercial e depois que Pequim emitiu isenções a importadores que livraram compradores de tarifas extras em algumas cargas dos EUA.
Menos compras do Brasil
Os embarques do Brasil nos dois primeiros meses do ano chegaram a 5,14 milhões de toneladas, uma queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas.
As importações totais de soja da China nos primeiros dois meses de 2020 aumentaram 14,2% ano a ano, para 13,51 milhões de toneladas, de acordo com dados alfandegários divulgados em 7 de março.
Porém, as cargas dos Estados Unidos devem cair nos próximos meses, com a colheita brasileira chegando ao mercado no final de fevereiro e no início de março. O grão brasileiro mais barato oferece melhores margens de moagem para as usinas chinesas.
Os compradores chineses também compraram mais grãos brasileiros recentemente para repor os baixos estoques depois que o surto de coronavírus interrompeu a produção doméstica.
Suspensão de atividades
A fabricante de máquinas agrícolas e de construção John Deere anunciou a suspensão dos trabalhos de suas unidades de produção no País por conta do novo coronavírus. A medida começou nesta quarta, e a paralisação será por tempo indeterminado.
As primeiras fábricas que tiveram as atividades suspensas nesta quarta foram: Horizontina (RS), unidade que produz colheitadeiras e plantadeiras; e Porto Alegre (RS), planta industrial de equipamentos rodoviários.
Na próxima segunda-feira (30), a suspensão começa a valer para: Montenegro (RS), que produz tratores; Canoas (RS), fabrica pulverizadores; Indaiatuba (SP), unidade de máquinas de construção; e Catalão (GO), de colhedoras de cana-de-açúcar.
