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Associação de Apoio a Pessoas com Câncer reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce no Outubro Rosa

A detecção da doença em estágio inicial aumenta significativamente as possibilidades de tratamento e cura. (Foto: Divulgação)

Em outubro, a Aapecan (Associação de Apoio a Pessoas com Câncer) reforça o movimento global Outubro Rosa, ampliando a divulgação de informações sobre prevenção, autocuidado e diagnóstico precoce do câncer de mama.

Por meio de palestras e outras ações, a instituição busca levar conhecimento à comunidade e incentivar a atenção aos sinais do próprio corpo. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, com estimativa de 78.610 novos casos por ano.

A detecção da doença em estágio inicial aumenta significativamente as possibilidades de tratamento e cura. Um dado que chama a atenção é o crescimento da incidência entre mulheres mais jovens. Desde 1990, a taxa entre aquelas com idade entre 20 e 54 anos aumentou 29%. Atualmente, a Aapecan acolhe 955 usuárias diagnosticadas com câncer de mama em suas 15 unidades espalhadas pelo Rio Grande do Sul.

Atenção aos sinais do próprio corpo

Na Aapecan de Caxias do Sul, a história de mãe e filha, Ironeta e Marcele Protti, tem sido um exemplo de força, após receberem com poucos meses de diferença o diagnóstico de câncer de mama. Aos 61 anos, Ironeta mantinha os exames de rotina em dia. Mesmo após realizar uma mamografia que não apontou alterações, meses depois percebeu um caroço na mama esquerda.

A investigação confirmou um câncer de mama triplo-negativo, ainda em estágio inicial. “Mesmo sendo muito difícil receber o diagnóstico, quanto mais cedo a gente descobre, melhor” , afirma. Para Ironeta, além de manter os exames periódicos, é fundamental conhecer o próprio corpo e procurar atendimento médico diante de qualquer alteração.

Poucos meses depois, sua filha também foi diagnosticada com o mesmo tipo de tumor. Aos 36 anos, ela não sentia dor nem apresentava outros sintomas. O caroço foi percebido pelo marido. Por ainda não ter 40 anos, nunca havia realizado mamografia e não tinha o hábito de observar as próprias mamas.

Desde então, mãe e filha se acompanham em consultas, exames e tratamentos, enfrentando juntas a espera e os efeitos da quimioterapia. “Fiquei sem chão. Mas, desde então, uma tem dado apoio para a outra”, relata Marcele.

Foi durante uma ação de Outubro Rosa, em 2022, que Cláudia Medeiros, mulher trans de 59 anos, percebeu um nódulo na mama direita. Ao procurar uma unidade de saúde para uma triagem, realizou mamografia e exames complementares, que confirmaram o diagnóstico de câncer.

“Eu quase não acreditei no que estava acontecendo”, lembra Cláudia, que passou por quimioterapia, radioterapia e cirurgia para retirada da mama. Moradora de Santa Vitória do Palmar, Cláudia encontrou na Aapecan de Rio Grande apoio para além do tratamento. Hospedagem na Casa de Apoio, alimentação, transporte e participação em atividades fizeram parte da sua trajetória na instituição.

“Não tenho palavras para descrever, é excepcional. Fui muito bem tratada” , afirma. Cláudia também integrou, em 2023, o projeto fotográfico Decididas, realizado pela Aapecan com o objetivo de valorizar a autoestima de mulheres que enfrentam o câncer de mama. Neste Outubro Rosa, ela participará novamente da iniciativa.

Informação também é cuidado

As histórias de Ironeta, Marcela e Cláudia reforçam a importância da atenção à saúde, do conhecimento sobre o próprio corpo e da busca por atendimento diante de alterações. O Outubro Rosa amplia esse debate e mobiliza a sociedade para que a informação chegue cada vez mais longe. A Aapecan também disponibiliza palestras informativas sobre prevenção e cuidados relacionados ao câncer. Empresas, escolas, entidades e demais organizações podem solicitar uma ação da instituição. Para saber mais, acesse www.aapecan.org.br ou acompanhe as redes sociais @aapecanrs .

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