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Associações de juízes e outros magistrados consideraram normal a condução coercitiva de Lula

Para a força-tarefa da Lava-Jato, reformas em imóveis configuram vantagens indevidas ao petista (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Abr)

Associações de classe do mundo jurídico – juízes, advogados e procuradores da República – saíram em defesa da 24ª fase da Operação Lava-Jato, que tem como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As entidades destacam que, em uma República, ninguém está imune à investigação ou acima da lei. Algumas entidades também fizeram defesa da autorização dada pelo juiz federal Sérgio Moro para que a Polícia Federal realizasse a condução coercitiva do petista. Esse foi um dos pontos da decisão mais criticados por Lula e seus aliados.
Em nota, a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) rechaçou os ataques à Operação Aletheia. De acordo com a associação, foram respeitados “os direitos de ampla defesa e do devido processo legal, sem nenhuma espécie de abuso ou excesso”. A associação também negou que a operação seja um espetáculo midiático ou tenha enfoque político. E criticou quem estimula reações violentas à operação.
A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) também não viu problemas na autorização para a condução coercitiva de Lula, definida como “instrumento de investigação previsto no ordenamento, autorizada no caso do ex-presidente Lula de forma justificada e absolutamente proporcional, para ser aplicada apenas se o investigado eventualmente se recusasse a acompanhar a autoridade policial para depoimento penal”, diz trecho da nota. (AG)

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