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Astronauta na Estação Espacial Internacional fotografa furacão que se aproxima do Havaí

Furacão Lane atinge categoria 5 na tragetória para o Havaí. (Foto: Ricky Arnold/Twitter)

O astronauta americano Ricky Arnold registrou na manhã de quarta-feira (22) o furacão Lane, que chegou a atingir a categoria 5, a máxima possível, mas enfraqueceu um pouco e se aproxima do Havaí. Arnold está desde março a bordo da Estação Espacial Internacional e foi enviado pela Nasa, a agência espacial americana. Com a aproximação do furacão, o presidente americano Donald Trump declarou estado de emergência no Havaí nesta quinta-feira (23), liberando fundos federais diante da passagem iminente do furacão Lane pelo arquipélago.

As autoridades americanas informaram que Lane havia enfraquecido ligeiramente, tornando-se um furacão de categoria 4. Ainda assim, ele constitui uma ameaça com ventos de até 215 km/h, chuva forte e ondas perigosas. O fenômeno deve atingir as principais ilhas havaianas entre esta quinta-feira à tarde e sexta-feira, segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica).

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica advertiu que Lane poderia produzir “chuvas excessivas” nas ilhas durante o fim de semana, causando “inundações e deslizamentos perigosos para a vida humana”. A proclamação do estado de emergência proporciona à FEMA (Agência Federal de Emergência) “a ajuda adequada para medidas de emergência”, explicou a Casa Branca em um comunicado.

Trump pediu aos moradores que se prepararem, enquanto a Marinha afirmou que está movendo alguns de seus navios e submarinos para evitar que sejam pegos no porto quando o furacão chegar. De acordo com o último boletim do CPHC (Centro Nacional de Furacões do Pacífico), Lane está a 370 quilômetros da costa de Kailua-Kona e 540 quilômetros de Honolulu, capital do Estado.

Os furacões não costumam atingir a terra firme no Havaí, onde a última grande tempestade a atingir o Estado foi há quase três décadas, quando o furacão Iniki chegou na ilha de Kauai, deixando seis mortos e causando danos de milhares de dólares.

Inversão dos polos

Os polos magnéticos da Terra poderão se inverter mais cedo e de modo mais rápido do que se pensava, aponta um estudo divulgado por pesquisadores chineses. Até agora, os cálculos dos geofísicos indicavam que esse fenômeno fosse ocorrer em algumas centenas de anos, mas novas evidências sugerem que a última mudança geomagnética, no final da da última era do gelo, levou apenas 144 anos para acontecer, ou seja, num prazo 30 vezes mais rápido do que se imaginava.

Os polos magnéticos do nosso planeta resultam dos metais líquidos existentes no núcleo da Terra. Quando essas substâncias começam a se movimentar em direções diferentes, podem gerar um impacto de grandes proporções no campo magnético do planeta.

Os pesquisadores apontam várias razões que levaram a crer que a próxima mudança no magnetismo dos polos poderá ocorrer em breve. O campo magnético da Terra estaria em torno de 10% mais fraco se comparado aos registros de 175 anos atrás, o que significaria que o fenômeno estaria próximo de ocorrer.

Além disso, os polos magnéticos estão se movendo de maneira bastante rápida. O Polo Norte se localiza atualmente no gelo polar ao norte do Canadá. Entretanto, a cada ano é registrada uma mudança de cerca de 50 quilômetros em direção à Sibéria.

Para os cientistas, o argumento mais significativo para justificar essa tendência seria de que a reversão nos polos magnéticos estaria bastante atrasada. Esse fenômeno ocorre, em média, a cada 200 mil ou 300 mil anos, e a última inversão completa ocorreu há cerca de 780 mil anos.

Desde então, o planeta teve diversas vezes as chamadas “excursões” geomagnéticas, que não acarretam mudanças permanentes nos polos magnéticos, mas resultam em desvios temporários, com a ocorrência de reversões completas, mas de curto prazo.

O pesquisador Jürgen Matzka, do Instituto de Ciências Ambientais e da Terra em Potsdam, afirmou que essas excursões ocorrem com frequência dez vezes maior do que anteriormente. Segundo afirma, essas ocorrências são, a princípio, indistinguíveis das verdadeiras mudanças nos polos.

Apesar dessas reversões não representarem qualquer ameaça à humanidade, os especialistas alertam que poderão gerar falhas nos satélites que orbitam a Terra. Esse risco, porém, não chega a ser uma novidade, pois o enfraquecimento do campo magnético terrestre já deixa os satélites mais vulneráveis aos danos provocados pela radiação solar e a partículas lançadas pelo Sol.

Os cientistas conseguiram analisar as flutuações dos campos magnéticos ao examinarem estalagmites em cavernas de rochas calcárias. Muitas destas ainda estão magnetizadas, o que permite calcular a idade desses minerais com facilidade.

 

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