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Missão Artemis II alcança o ponto mais longe da Terra da história e passa pelo lado oculto da Lua

A tripulação superou o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, em 1970, que havia chegado a cerca de 400 mil km da Terra. (Foto: Reprodução)

Os astronautas da Artemis II estão voltando à Terra após quebrarem o recorde de distância do nosso planeta, verem o lado oculto da Lua e um eclipse solar do espaço. Na tarde dessa segunda-feira (6), por volta das 14h58min (horário de Brasília), a tripulação superou o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, em 1970, que havia chegado a cerca de 400 mil quilômetros da Terra.

O feito representa um momento-chave no retorno dos Estados Unidos ao satélite natural do nosso planeta. Após iniciar os protocolos de sua fase final, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion ingressaram na esfera gravitacional lunar na madrugada dessa segunda-feira. Ao atingir o recorde histórico, o astronauta Reid Wiseman, comandando da Artemis II, falou sobre esse marco: “Estamos honrando os feitos de quem veio antes e indo ainda mais longe no espaço antes de voltar para a Terra.”

“A Terra lá fora parece um pequeno crescente. É magnífico”, afirmou o comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, no momento em que a tripulação na cápsula Orion se preparava para o clímax de uma jornada crucial para os planos dos EUA de retornarem à Lua: a maior aproximação feita por uma missão tripulada em cinco décadas.

“Continuaremos nossa jornada ainda mais longe no espaço antes que a Mãe Terra consiga nos trazer de volta a tudo o que nos é caro, mas, acima de tudo, escolhemos este momento para desafiar esta geração e a próxima a garantir que este recorde não dure muito tempo”, afirmou Hansen, durante a transmissão ao vivo da Nasa.

O ponto máximo de aproximação ocorreu às 20h, pelo horário de Brasília, quando a Orion chegou a cerca de 6,5 mil quilômetros da superfície, imersa no tenso silêncio do blecaute de comunicações, já previsto para quando a espaçonave cruzasse o lado mais distante da Lua. Desde a Missão Apollo 17, em dezembro de 1972, humanos não chegavam tão perto de nosso satélite natural.

“É um privilégio testemunhar vocês levando essa chama além do nosso alcance mais distante”, disse Jenni Gibbons, astronauta canadense responsável pela comunicação com a Orion, pouco antes da perda da comunicação. “Obrigada. Que Deus os proteja.”

Victor Glover, piloto da missão, pediu que o mundo orasse por eles e disse um “nos vemos do outro lado”. O contato foi retomado às 20h25, pelo horário de Brasília, com uma pequena e granulada imagem da Terra à distância.

“É maravilhoso poder ouvir a Terra novamente”, disse Koch especialista da missão, no primeiro contato com o comando nos EUA. “Para a Ásia, África e Oceania, estamos olhando para vocês. Ouvimos dizer que vocês conseguem olhar para o céu e ver a Lua agora. Nós também vemos vocês.”

Antes de deixar a órbita lunar, a Artemis II acompanhou um eclipse solar, visível apenas para os tripulantes. Ali, aproveitaram para estudar a coroa solar, a parte mais externa da atmosfera do Sol, procuram possíveis impactos de meteoritos na superfície lunar.

“A Terra é tão brilhante lá fora, e a Lua está ali, pairando diante de nós, esse orbe negro bem à nossa frente, não diante da escuridão em si, mas do cinza que se mistura e se funde com ela”, disse Glover. “O brilho da Terra é muito nítido e cria uma ilusão visual impressionante.”

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