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Ataques em Paris foram feitos por três equipes coordenadas, diz promotor

Moradores depositam flores próximo à casa de shows Bataclan, um dos alvos do atentatdo terrorista. (foto: reprodução)

O procurador de Paris, François Molins, afirmou neste sábado (14) que a série de atentados em Paris da última sexta-feira (13) “muito provavelmente” foi feita por três equipes de terroristas coordenadas entre si.

Os ataques, que atingiram seis locais durante a noite, deixaram até o momento 129 mortos e 352 feridos, dos quais 99 estão em estado grave. Sete dos responsáveis pelos ataques foram mortos.

Segundo Molins, o uso de fuzis AK-47 e de explosivos de TATP (peróxido de acetona), composto de alto poder de destruição, é um indício de que eles tinham a intenção de fazer o maior número de vítimas possíveis.

Este homem estava desde 2010 na lista do governo francês de suspeitos de radicalização islâmica. Molins não deu detalhes dos delitos pelos quais o terrorista teria sido condenado.

O Ministério Público faz uma operação especial para participar da investigação dos crimes e um inquérito foi aberto para começar a compilar as informações sobre o atentado.

SÉRIE DE ATAQUES

Na entrevista coletiva, o procurador detalhou a sequência dos ataques, que ocorreram entre 21h20 e 21h53 de Paris (18h20 e 18h53 em Brasília) em seis pontos da capital francesa.

A tomada de reféns na casa de shows Bataclan só teve fim com a intervenção da polícia, por volta da 0h20 (21h20 em Brasília). Este foi o local onde houve o maior número de mortos pelos terroristas — mais de cem, segundo o promotor.

Além do francês de 29 anos, as autoridades identificaram como um dos atacantes um homem com passaporte sírio. As autoridades da Grécia afirmam que ele chegou como refugiado ao país em 3 de outubro.

Também foram presas diversas pessoas na Bélgica suspeitas de relação com os atentados. A investigação começou no país vizinho à França depois que um carro belga foi encontrado ao lado do Bataclan.

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