Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de novembro de 2015
Na sexta-feira, enquanto atentados se desencadeavam por toda a área de Paris (França), os boatos já corriam pela internet, enquanto pessoas continuavam aprisionadas dentro de edifícios sitiados. Quando os tiros e detonações já haviam praticamente cessado, começou a circular pelo Twitter uma imagem de um homem usando um colete suicida.
No Facebook e Instagram, pessoas compartilharam uma foto de uma mulher morena que, segundo elas, era estranhamente parecida com a de uma mulher que foi fotografada chorando depois que um atirador matou 20 crianças e seis adultos na Sandy Hook Elementary School, nos EUA, em 2012. Nenhuma das coisas era verdade. Mas as três ganharam circulação viral. Por quê?
“O que aconteceu em Paris se enquadra a um padrão de comportamento que parece emergir a cada vez que uma catástrofe se desenrola em tempo real: as pessoas compartilharão qualquer coisa on-line, a fim de compartilhar alguma coisa”, disse o professor de direito na Universidade da Flórida e estudioso de teorias de conspiração Mark Fenster.
Após os ataques, alguém adulterou uma foto de Veerender Jubbal, sikh que dois meses antes havia postado um selfie que o mostrava ao espelho segurando um iPad. A imagem foi adulterada para mostrá-lo segurando um Corão e vestindo um colete com explosivos. A religião sikh é monoteísta e não tem a ver com o islamismo. (Folhapress)
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