Nos dias atuais, o dito popular “não está fácil para ninguém” nunca foi tão utilizado. Até o Rei está tendo dificuldades diante da crise financeira que o Brasil atravessa. Roberto Carlos não promoverá o cruzeiro “Emoções em alto-mar” em 2017. O motivo é alta do dólar, que torna os custos operacionais muito altos, conforme informou a assessoria de imprensa do Rei.
O cruzeiro, promovido há 11 anos por Roberto, saía do porto de Santos e percorria o litoral por Ilhabela (SP), Angra dos Reis e Búzios (RJ) durante quatro dias.
O cantor costumava fretar os navios para seu cruzeiro sempre nos meses de fevereiro. Em 2016, a companhia Costa Cruzeiros foi a locadora do navio, mas o custo deste – mesmo com uma recente queda no valor da moeda americana – teria dobrado, de acordo a assessoria de imprensa do Rei. O cruzeiro costumava reunir uma média de 3,6 mil pessoas por edição.
Para não deixar totalmente de lado o projeto, Roberto promoverá o evento em um resort na Praia do Forte (BA), de 15 a 19 de fevereiro 2017. Lá, o público terá acesso a todas as atividades que aconteciam geralmente no navio: shows do Rei, várias atrações e comida liberada. O resort é todo fechado só para o grupo que fizer reserva para o evento.
Se, em 2018, o dólar voltar a um patamar aceitável, o artista já sinalizou o desejo de voltar a cantar em alto-mar, afirma a assessoria.
Recentemente, durante uma entrevista, o astro minimizou a crise, atribuindo-a à conjuntura mundial, e aproveitou para falar também do cenário político brasileiro. Foi uma surpresa, uma vez que comentários do gênero são raros em seus mais de 50 anos de trajetória artística. “O nível de corrupção é algo vergonhoso, tem que mudar de alguma forma. A corrupção tem que ser punida. Quem está fazendo mal para o Brasil não pode continuar.” (DSP)
