Ícone do site Jornal O Sul

Atividade industrial do Rio Grande do Sul caiu 0,8% em maio, aponta pesquisa da Fiergs

Relatório foi divulgado pela entidade nessa quinta-feira. (Foto: Arquivo/Fiergs)

O Índice de Desempenho Industrial (IDI) gaúcho apresentou queda de 0,8% em maio, devolvendo parte da recuperação de 1,4% registrada no mês anterior. A informação consta em relatório divulgado nessa quinta-feira (9) pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier.

De acordo com o dirigente, embora a desaceleração do setor tenha perdido intensidade, ainda não há sinais de uma retomada consolidada: “A atividade industrial passou a oscilar em torno de um patamar relativamente estável, mas as incertezas relacionadas à inflação, aos juros elevados e às expectativas ainda pessimistas para a economia seguem limitando uma recuperação mais consistente da indústria”.

A retração do IDI-RS em maio refletiu, principalmente, a redução de 1,6% nas compras industriais. Em contrapartida, o faturamento real avançou 1,1%, enquanto as horas trabalhadas na produção e o emprego cresceram 0,2% cada. A massa salarial teve alta de 0,1%, ao passo que o uso da capacidade instalada (UCI) aumentou 0,1 ponto percentual, alcançando 78,7%.

Na comparação com maio de 2025, o IDI-RS recuou 6,7%, refletindo o desempenho negativo de todos os indicadores que compõem o índice. A maior retração foi registrada nas compras industriais (-11,4%), que voltaram a apresentar queda de dois dígitos após dois meses de recuos menos intensos. Também houve redução no faturamento real (-10,3%), nas horas trabalhadas na produção (-8,4%), na massa salarial (-3,9%) e no emprego (-2,5%). A utilização da capacidade instalada também caiu 1,2 ponto percentual.

Acumulado

No acumulado de janeiro a maio, o IDI-RS registra queda de 5,3%, completando assim oito meses consecutivos de resultados negativos na comparação interanual. Dentre os componentes do índice, as compras industriais acumulam a maior retração no período (-13%), seguidas pelas horas trabalhadas na produção (-6,5%) e pelo faturamento real (-6,3%). Emprego e massa salarial recuaram 1,4% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada diminuiu 0,7 ponto percentual.

A queda da atividade industrial foi disseminada entre os segmentos pesquisados: apenas três dos 16 registraram desempenho positivo no acumulado do ano. Os avanços foram observados em Alimentos (5,8%), Móveis (3,3%) e Têxteis (0,5%). As principais contribuições negativas vieram de Máquinas e equipamentos (-12%), Veículos automotores (-9,4%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-14,6%).

(Marcello Campos)

Sair da versão mobile