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Aumenta para 16 o número de mortos nos atentados terroristas na Espanha

Manifestação contra o terrorismo foi realizada no sábado em Barcelona. (Foto: AFP)

Aumentou para 16 o número de mortos nos dois atentados terroristas realizados em Barcelona e Cambrils, na Espanha, no dia 17 de agosto. Uma turista alemã de 51 anos, que estava internada desde o atropelamento em massa em Barcelona, não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã deste domingo (27).

O Departamento de Saúde do governo catalão afirmou que 24 pessoas ainda estão hospitalizadas – 20 feridas no ataque em Barcelona e quatro no atentado em Cambrils. Ao todo, mais de 130 pessoas ficaram feridas nos ataques, reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

Manifestação

Os catalães foram às ruas de Barcelona no sábado para protestar contra o terrorismo. Milhares de pessoas ocuparam o Paseo de Gracia com cartazes distribuídos pela prefeitura com o lema “No tinc por” (não tenho medo) e camisetas azuis. A cor foi escolhida porque simboliza o caminho dos refugiados do mar Mediterrâneo para a Europa.

A marcha foi marcada também pelos constantes apitos e vaias contra o rei Felipe VI e o primeiro-ministro Mariano Rajoy. Também havia diversas bandeiras separatistas catalãs e cartazes que vinculavam o governo e a coroa com a venda de armas ao Oriente Médio.

Justiça

Um juiz anulou, em 2015, a expulsão do imã Abdelbaki es Satty, mentor dos ataques terrorista na Espanha. A Justiça espanhola considerou que o religioso morto na explosão de uma casa em Alcanar “não era perigoso” e estava “tentando se integrar” ao país.

Segundo a imprensa local, o imã de Ripoll, como era conhecido, deveria ter sido expulso do país após cumprir quatro anos de prisão por tráfico de drogas. Mas, depois de um recurso da sua defesa, o juiz Pablo de la Rubia concordou que ele não representava “ameaças reais” e permitiu que ficasse na Espanha.

Es Satty era imã em Ripoll, na província de Girona, e é considerado o líder da célula terrorista ligada ao Estado Islâmico que planejou os ataques. O grupo tinha como alvo a basílica da Sagrada Família, mas por causa de uma explosão acidental em Alcanar, antecipou seus planos e executou atentados improvisados em La Rambla e Cambrills.

Segundo o jornal El País, assim que o imã saiu da cadeia, tentou conseguir emprego em uma mesquita na cidade belga de Vilvoorde, nos arredores de Bruxelas. O prefeito local, Hans Bonte, disse que es Satty foi rejeitado após se negar a entregar um documento que provava que não tinha antecedentes criminais.

Na mesma época, as autoridades de segurança da Bélgica solicitaram informações à polícia espanhola sobre um possível vínculo do religioso com o terrorismo islâmico, após suspeitarem de seu comportamento em Vilvoorde. O pedido foi respondido com uma negativa no dia 8 de março de 2016.

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