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Avanço de casos de microcefalia não justifica defender o aborto, dizem bispos católicos

Aumento inesperado de casos de bebês com microcefalia levou a OMS a declarar situação de emergência mundial em saúde pública. (Foto: Prefeitura de Alto Taquari/MT)

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) criticou a proposta de aborto para os casos de microcefalia e disse que o alerta das organizações de saúde devido à suspeita de ligação com o vírus zika “não justifica” defender a medida. Grupos que promovem o direito das mulheres em optar pelo aborto anunciaram que pretendem levar o tema ao STF (Supremo Tribunal Federal). Para a entidade católica, porém, a proposta é “um total desrespeito à vida”.

Em nota, a CNBB lembra que o aumento inesperado de casos de bebês com microcefalia no País, condição marcada pela má-formação do cérebro, levou a Organização Mundial de Saúde a declarar situação de emergência mundial em saúde pública. “O estado de alerta, contudo, não deve nos levar ao pânico, como se estivéssemos diante de uma situação invencível, apesar de sua extrema gravidade. Tampouco justifica defender o aborto para os casos de microcefalia”, afirma.

O presidente da conferência e arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, diz que a discussão sobre o aborto deve ser um dos pontos a serem abordados em um encontro nesta quinta-feira com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Marcelo Castro, para discutir ações conjuntas de combate ao mosquito Aedes aegypti. (Folhapress)

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