Um avião da companhia aérea Cubana, um Boeing 737, com quase 40 anos de uso, caiu momentos depois da decolagem no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, nesta sexta-feira (18). Ao chegar ao local de acidente, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, havia falado em 113 pessoas a bordo da aeronave. O jornal estatal Granma calcula 105 passageiros. Com exceção de três mulheres resgatadas com vida, em estado crítico, todos morreram, diz o jornal. O periódico estatal informou no início da noite que a maioria das pessoas era cubana – inicialmente, havia informação de que os passageiros seriam todos estrangeiros. O Ministério das Relações Exteriores da Argentina confirmou haver dois argentinos entre as vítimas fatais do voo.
Ainda segundo o Granma, entre os mortos havia quatro crianças, sendo um bebê de 2 anos. A tripulação, por sua vez, era formada por cinco mexicanos, todos mortos. A embaixada do México em Cuba ativou um protocolo de emergência para atender aos mexicanos em busca de mais informações sobre o acidente. E o governo de Cuba anunciou um voo partindo de Holguín para que famílias na cidade reconheçam as vítimas. Familiares chegaram durante todo o dia ao local do acidente.
O acidente
A aeronave seguia para Holguín, no Leste do país. A cidade é a quarta mais populosa de Cuba, com cerca de 300 mil habitantes. Nos últimos anos, a cidade também vem se firmando como destino turístico para estrangeiros. O avião era alugado de uma empresa mexicana pela companhia aérea estatal cubana. O voo, identificado como DMJ 0972, teria cerca de uma hora de duração. A queda ocorreu às 12h08min, hora de Cuba, 13h08min no horário de Brasília. A Radio Habana Cuba informou que o avião caiu sobre uma estrada que liga Havana a Boyeros, próxima do aeroporto.
Testemunhas nos arredores relataram fumaça espessa na região do aeroporto. Jornalistas da agência de notícias AFP que estavam a cerca de 100 metros do local do acidente afirmam que a aeronave está destruída e em chamas. Segundo os repórteres, ela teria caído sobre uma área agrícola nos arredores do aeroporto.
O presidente da Corporação de Aviação de Cuba, Roberto Peña, anunciou que foram abertas as investigações para determinar a causa do acidente, segundo a Prensa Latina.
Sobreviventes
Até a noite desta sexta, apenas uma das mulheres levadas com vida para o hospital havia sido identificada. Trata-se de Emiley Sánchez de la O, de 39 anos, moradora de Holguín. Ela teve fraturas bilaterais na tíbia e perônio, além de queimaduras em 30% do corpo e traumatismo cranioencefálico.
As outras duas sobreviventes não haviam sido identificadas, mas segundo descrição do Granma, uma tem entre 18 e 25 anos e a outra, cerca de 30.
Novo presidente
O presidente Díaz-Canel ofereceu condolências às famílias das vítimas. “Em nome do governo cubano e do partido, lamentamos o ocorrido e nos juntamos à dor das famílias”, disse.
