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Avião de Daniel Vorcaro apreendido no Paraguai chega a Brasília

Jato fez 16 viagens internacionais desde a última prisão do ex-banqueiro; nenhuma passou pelo Brasil. (Foto: Divulgação/PF)

O avião de Daniel Vorcaro apreendido pela Polícia Federal (PF) chegou a Brasília. Avaliada em R$ 120 milhões, a aeronave foi localizada em Assunção, em ação conjunta da PF com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai.

O destino do avião será decidido pela Justiça. Pode ocorrer venda antecipada, destinação para uso ou simplesmente a manutenção da aeronave sob custódia. O relator da Operação Compliance Zero, que apura esquema bilionário de fraudes financeiras do Banco Master, é o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo após a prisão mais recente do ex-dono do Master, em 4 de março deste ano, o avião seguiu em operação. Como revelado pela Folha de S.Paulo, voos com origem ou destino na capital paraguaia foram feitos para países da América do Sul, Europa e Oriente Médio, além dos Estados Unidos.

Nas 16 viagens internacionais desde a última prisão de Vorcaro, em nenhum momento o jatinho passou pelo Brasil, segundo dados de localização da aeronave. A defesa de Vorcaro não explica os motivos para o uso do avião, e não há registros públicos dos passageiros.

O jato de prefixo PR-PSE foi comprado por Vorcaro em junho de 2023 por cerca de R$ 120 milhões e está registrado em nome da Viking, holding patrimonial do ex-banqueiro.

A matrícula da aeronave tem duas ordens judiciais de bloqueio diferentes. Com isso, não pode ser vendida ou transferida. Também não há informações no Registro Aeronáutico Brasileiro de que ela tenha sido sublocada.

O Gulfstream modelo GV-SP fabricado em 2010 era o mais caro da frota da Viking, composta por três aeronaves. Vorcaro usava-o com frequência, seja para deslocamentos próprios, seja para emprestá-lo a terceiros.

Escândalo

Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal por meio da operação Compliance Zero, em março deste ano. De acordo com a PF, ele teria sido um dos principais responsáveis por um esquema de criação de documentos falsos para mascarar o patrimônio do Banco Master, e atrair investimento nacional e estrangeiro.

Além disso, a organização teria cometidos diversos crimes de lavagem de dinheiro, invasão de sistemas públicos, corrupção e organização criminosa. O caso ganhou notoriedade por supostamente envolver figuras no alto escalão do legislativo e judiciário, como o senador Jaques Wagner (PT-BA).

A defesa de Vorcaro nega as acusações. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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