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Banco afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados praticou lavagem de dinheiro, diz Procuradoria-Geral da Suíça

"Depois da abertura de um processo, os ativos de Eduardo Cunha foram bloqueados", declarou o Ministério Público suíço (Foto: André Coelho/AG)

A Procuradoria-Geral da Suíça informou nesta quinta-feira (01) que um banco suíço foi o responsável por levantar suspeitas contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em um comunicado, a Procuradoria diz que recebeu em abril deste ano um relatório sobre lavagem de dinheiro de um banco no país europeu referente ao deputado. “Depois da abertura de um processo, os ativos de Eduardo Cunha foram bloqueados”, declarou o Ministério Público suíço, em sua primeira manifestação oficial sobre o tema.

Assim como a Procuradoria-Geral da República anunciou nesta quarta-feira (30) no Brasil, as autoridades suíças confirmaram que abriram ação criminal contra Cunha sob suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva e que repassou todo material para o território brasileiro. “Como Eduardo Cunha é cidadão brasileiro, ele não pode ser extraditado para a Suíça. Por essa razão, a OAG (Procuradoria da Suíça), por meio do Departamento de Justiça da Suíça, transferiu os procedimentos contra Cunha para o Brasil para que ele possa ser investigado e julgado pelas autoridades judiciais brasileiras”, declarou a Procuradoria-Geral da Suíça.

O fio da meada que levou a contas atribuídas a Cunha na Suíça surgiu com o rastreamento de recursos que passaram por contas de João Augusto Henriques. Ligado ao PMDB e preso na Operação Lava-Jato em 21 de setembro, ele admitiu que fez depósito em uma conta no exterior que tinha Cunha como beneficiário.

Pela versão de Henriques, ele não sabia que a conta pertencia ao deputado do PMDB. O lobista disse que só soube que Cunha era o controlador da conta mais tarde, por autoridades suíças, e não citou nem o valor nem data da operação.

O pagamento, segundo o lobista, era referente a uma comissão para o economista Felipe Diniz, filho do deputado federal Fernando Diniz (PMDB-MG), morto em 2009. Diniz teria direito a uma comissão por ter ajudado no negócio de aquisição pela Petrobras de um campo de exploração em Benin, na África. (Folhapress) 

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