Ícone do site Jornal O Sul

Banho é desaconselhado em dez das 96 praias e balneários do RS monitorados pela Fepam

Presença de bactérias na água oferece risco à saúde. (Foto: Arquivo/Fepam-RS)

Relatório atualizado nessa sexta-feira (20) pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) aponta que dez dos 96 pontos sob monitoramento do órgão no Rio Grande do Sul estão impróprios ao banho. Os dados têm por base a análise de amostras coletadas de 16 a 19 de fevereiro em praias e balneários de 45 municípios, tanto no Litoral quando no Interior.

– Cachoeira do Sul: Praia Nova – Rio Jacuí.
– Cerrito: Balneário Cerrito – Rio Piratini.
– Cidreira: Cidreira – Concha Acústica.
– Osório: Lagoa do Peixoto.
– Pedro Osório: Balneário Pedro Osório – Rio Piratini.
– Pelotas: Santo Antônio.
– Piratini: Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini.
– Santa Maria: Balneário Passo do Verde – Rio Vacacaí.
– Tapes: Praia do U.
– Tramandaí: Tramandaí – Avenida da Igreja.

Em comparação ao décimo relatório, dois locais em São Lourenço do Sul e outro em Tapes deixaram a lista, enquanto Cachoeira do Sul, Cerrito, Cidreira, Pedro Osório e Tramandaí passaram a ter um ponto com condições de risco cada.

A Lagoa do Peixoto apresentou alto índice de cianobactérias (344.774 células/ml — o limite é 50.000), o que indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes). Além do local estar impróprio para banho, os gêneros predominantes de microrganismos podem levar a intoxicações agudas ou crônicas.

Quase cinco décadas

O acompanhamento é realizado anualmente pela Fepam desde 1979 e hoje está integrado à operação “Verão Total”, desenvolvida pelo governo gaúcho. Trata-se de um trabalho que conta com o apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e de orgãos como o Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep).

Neste ano, passaram a receber coleta e análise a Lagoa Rondinha, em Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, em Piratini. A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site fepam.rs.gov.nr e nas redes sociais da Fundação, bem como em placas fixadas nos locais. O último balanço será publicado no dia 27 de fevereiro.

Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.

Como é feita a análise

O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentar resultado maior que 2 mil para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50 mil células.

Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E.coli), observando-se os critérios definidos pelas resoluções Conama 274/2000 e 357/2005.

(Marcello Campos)

Sair da versão mobile