O leilão dos bens da Avianca Brasil acontecerá nesta terça-feira (31). O dinheiro arrecadado será destinado para pagar dívidas trabalhistas e credores.
O certame será realizado no site Mega Leilões e terá mais de 1 milhão de itens que pertenciam à companhia, que serão divididos em 8 lotes. O mais caro é o que inclui o hangar da companhia no aeroporto de Congonhas (SP), estimado em US$ 16 milhões.
A estimativa da Justiça é que sejam arrecadados US$ 39 milhões. Os lotes que não forem arrematados irão a leilão novamente até o dia 13 de setembro com perda de valor de 50% no lance inicial.
Nestes leilões, não estão incluídas as carcaças dos aviões Airbus A318 e A319, que eram da companhia.
Falência
A Avianca Brasil entrou com o pedido de recuperação judicial em dezembro de 2018, quando se declarou sem condições de pagar dívidas estimadas à época em R$ 494 milhões. Posteriormente, o valor da dívida foi corrigido para cerca de R$ 2,7 bilhões.
Um plano de recuperação chegou a ser aprovado pelos credores da empresa em abril de 2019, mas foi questionado por parte das empresas envolvidas no processo.
O plano envolvia a divisão da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs), incluindo horários de pousos e decolagens (slots). O leilão com os ativos da companhia foi realizado em julho de 2019, mas, depois, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) distribuiu os slots da Avianca Brasil para Azul, MAP e Passaredo.
Em maio daquele ano, a Anac já havia suspendido todos os voos da Avianca Brasil, alegando temer pela falta de capacidade da empresa para operar com segurança.
Um mês antes, em abril, a empresa se viu obrigada a devolver os aviões que usava para os arrendadores. A Avianca Brasil chegou a ter 48 aviões em sua frota.
A Avianca Brasil chegou a ocupar o posto de quarta maior empresa de aviação do País. A empresa sempre gostou de se diferenciar das rivais por operar na contramão da fórmula de “baixo custo, baixa tarifa”.
Antes do pedido de recuperação judicial, entre janeiro e outubro de 2018, a Avianca Brasil transportou 10,265 milhões de passageiros e alcançou 10,6% de participação do mercado.
Em 2019, a empresa encerrou as atividades no Brasil e, no ano seguinte, a Justiça decretou a falência.
