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Bernie Madoff, o criminoso que deu o maior golpe financeiro de todos os tempos, morre aos 82 anos

Preso em 2008, Madoff foi condenado a 150 anos de prisão. (Foto: Reprodução/Youtube)

O norte-americano Bernie Madoff, de 82 anos, responsável por um golpe financeiro que é considerado o maior da história, morreu nesta quarta-feira (14) em uma penitenciária federal nos Estados Unidos.

Ele foi preso em 2008 e condenado a 150 anos de prisão em 2009. Madoff morreu de causas naturais em Butner, na Carolina do Norte. No ano passado, os seus advogados pediram para que ele fosse solto por causa do risco de contágio pelo coronavírus na cadeia. O pedido foi negado. O criminoso tinha uma doença renal.

Madoff admitiu que enganou milhares de pessoas e ficou com bilhões de dólares que elas achavam que iriam para investimentos. Ele organizou um esquema de pirâmide financeira. Estima-se que, no total, o criminoso tenha se apropriado de US$ 17,5 bilhões.

De acordo com o The New York Times, as perdas foram de US$ 64,8 bilhões. O golpe fez mais de 30 mil vítimas ao redor do mundo.

Em dezembro de 2008, Madoff confessou aos seus dois filhos que a sua operação financeira era, na verdade, “uma grande mentira”. Os dois relataram a conversa às autoridades. Ele foi preso no dia seguinte.

Guru financeiro

Por décadas, Madoff teve uma imagem de guru financeiro que conseguia resultados que desafiavam as flutuações do mercado.

Ex-presidente da Nasdaq, ele atraiu uma legião de clientes de investimentos, desde aposentados da Flórida a celebridades como o famoso diretor de cinema Steven Spielberg.

Mas seu negócio de consultoria de investimentos foi exposto em 2008 como um esquema bilionário de pirâmide financeira que destruiu a fortuna das pessoas e arruinou instituições de caridade e fundações.

Ele se tornou tão odiado que teve de usar um colete à prova de balas para ir ao tribunal. Madoff confessou os crimes em março de 2009, dizendo que estava “profundamente arrependido e envergonhado”.

O esquema começou com os próprios amigos e parentes de Madoff. Eram pessoas ligadas à filantropia, de acordo com o The New York Times. Ele passou a enganar fundos de caridade, fundos de universidades, fundos de investimento e famílias ricas da Europa, da América Latina e da Ásia.

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