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Bolsa brasileira supera os 159 mil pontos e sobe 6,4% em novembro

No ano, o indicador já soma valorização de 32,11%. (Foto: Divulgação/B3)

O mês de novembro, que começou com recordes, fechou com recorde, no Ibovespa B3. Ao subir 0,45%, aos 159.072,13 pontos, o principal índice da bolsa de valores brasileira alcançou novo patamar histórico e completou a alta de 6,35% no mês. No acumulado do ano, a B3 registra alta de 31,9%, enquanto o dólar tem baixa de 13,7%. No mês de novembro, o aumento do Ibovespa foi de 6,4%, enquanto o recuo da moeda americana foi de 0,8%.

O último pregão do mês foi marcado pela alta das ações de Itaú e Vale, pelos dados de desemprego no Brasil e pela menor movimentação dos mercados nos EUA por causa do pós-Dia de Ação de Graças.

A alta da Bolsa foi puxada principalmente pelos papéis do banco e da mineradora, que subiram 2,28% e 1,61%, respectivamente, beneficiados pela aprovação do pagamento de dividendos extraordinários. Em sentido oposto, Petrobras pesou sobre o índice: as ações preferenciais caíram 1,88% após a divulgação do plano de investimentos da estatal.

Por sua vez, a o dólar fechou o dia em queda contra o real, após uma sessão marcada por menor liquidez no exterior, com o pregão reduzido nos Estados Unidos após feriado, e pela disputa da Ptax de fim de mês no plano doméstico, o que trouxe volatilidade para a moeda.

A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 0,31%, aos R$5,3353 na venda. No acumulado da semana, o recuo foi de 1,23%. Já no acumulado do mês de novembro, houve recuo de 0,82%.

Corte de juros

Investidores mantêm otimismo com relação à possibilidade de um novo corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em dezembro, em dia de agenda esvaziada no exterior. Aqui, o destaque é a Pnad Contínua, com o nível de desocupação na mínima histórica.

A taxa de desemprego do Brasil foi de 5,4% no trimestre encerrado em outubro, o menor patamar registrado em toda a série histórica, que começou em 2012. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos três meses até setembro, o Brasil registrou 5,91 milhões de pessoas nessa condição. O resultado representa uma queda de 3,4% na comparação com o trimestre anterior (menos 207 mil pessoas) e de 11,8% em um ano (menos 788 mil pessoas).

Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, afirma que a taxa de desemprego de outubro repercute nas apostas de corte da taxa Selic em 2026. “O mercado apresenta sinais de correção das expectativas da política monetária. Com o mercado de trabalho resiliente, é natural que os investidores revisem o tamanho do espaço de corte nos juros do ano que vem”.

Sinais mistos

Os sinais recentes do Banco Central têm sido mistos. Na quinta, o presidente do BC, Gabriel Galípolo afirmou que a instituição vai manter o juros no nível necessário pelo tempo necessário para que a inflação convirja para a meta. A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, maior patamar em 20 anos.

Antes, Nilton David, diretor de Política Monetária do Banco Central, afirmou que a expectativa é de que o BC realize cortes na taxa Selic, não aumentos. Ele não especificou quando essas reduções podem ser realizadas.

Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos, vê a perspectiva do juros influenciando na Bolsa. “Temos uma expectativa de inflação mais controlada por aqui”.

Dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) divulgados na quarta-feira (26) revelaram que a taxa acumulada em 12 meses até novembro avançou 4,5%. É o teto da meta de inflação perseguida pelo BC. As informações são da B3, Folha de S. Paulo e g1.

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