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Bolsa tem 5ª queda seguida e registra 5ª maior baixa semanal desde o Plano Real; dólar sobe a R$ 5,44

No acumulado da semana, o dólar avançou 9,04%, enquanto a valorização no mês chegou a 5,22%. (Foto: Freepik)

O dólar comercial fechou em alta de 1,05% nesta sexta-feira (30), cotado a R$ 5,444. Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,4621. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,75%, aos 167.922 pontos, registrando a quinta queda consecutiva. Na semana, o indicador acumulou desvalorização de 18,12%, a quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994, segundo levantamento da Elos Ayta.

No acumulado da semana, o dólar avançou 9,04%, enquanto a valorização no mês chegou a 5,22%. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 0,81%. A Bolsa, por sua vez, perdeu 17,50% na semana e 9,20% em outubro, mas mantém alta de 5% no acumulado de 2026.

No mercado doméstico, os investidores acompanharam os indicadores de emprego e os sinais de desaceleração da economia, além das incertezas sobre a composição da equipe econômica do próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A definição dos nomes que ocuparão os principais cargos da área econômica é considerada relevante para avaliar os rumos da política fiscal e o compromisso com o equilíbrio das contas públicas.

A taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado indica a permanência de um mercado de trabalho aquecido, apesar dos sinais de perda de ritmo da atividade econômica.

A expectativa em torno da equipe econômica também envolve possíveis mudanças na diretoria do Banco Central. Investidores acompanham os nomes que poderão ocupar as vagas abertas na instituição e os sinais sobre a condução da política monetária.

No exterior, os mercados repercutiram indicadores da economia dos Estados Unidos. Na quinta-feira (29), foi divulgado que o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), uma das principais medidas de inflação acompanhadas pelo Federal Reserve (Fed), subiu 0,5% em setembro, impulsionado principalmente pelos preços da gasolina e de outros bens. A economia norte-americana também apresentou crescimento acima do esperado no terceiro trimestre.

Os dados reforçaram as preocupações com a trajetória da inflação e as perspectivas para os juros nos Estados Unidos, fatores que influenciam o fluxo internacional de investimentos e o comportamento do dólar.

Outro assunto acompanhado pelo mercado foi a proposta aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo criado pela reforma tributária. O tribunal aprovou, na quarta-feira (28), a indicação de uma alíquota de 11,3% para 2027.

A proposta será encaminhada ao Congresso Nacional. Caberá ao Senado definir o percentual final até 15 de dezembro. A partir de 2027, também haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com alíquota total de 0,1%, dividida igualmente entre estados e municípios.

A reforma tributária prevê a substituição gradual dos atuais tributos sobre o consumo por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com cobrança não cumulativa e possibilidade de compensação dos valores pagos nas etapas anteriores da cadeia produtiva.

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