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Bolsonaro afirmou que recebeu uma ligação do presidente da Argentina

Macri resolveu prolongar a sua estadia em uma província no sul da Argentina, onde passará as festas de fim de ano com a família. (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, disse, em entrevista à Record TV na terça-feira (16), que recebeu uma ligação do presidente da Argentina, Mauricio Macri. “Eu já sabia que ele tinha essa vontade de conversar um pouco comigo.” Segundo Bolsonaro, foi uma conversa rápida, de 4 a 5 minutos, em que os dois falaram sobre “amenidades”. “Falei que somos grandes parceiros um do outro, que rivalidade é somente no futebol”, disse, completando que um assessor de Macri o entregou uma camisa da Argentina. “Não vesti, mas fiquei muito feliz.”

Bolsonaro ainda repetiu que vai, caso eleito, extraditar o italiano Cesare Battisti, o que seria, segundo ele, um “presente” ao embaixador da Itália, conforme prometido há um ano. “Afinal de contas, não podemos dar aqui guarida para terrorista”, afirmou, destacando que o julgamento de Battisti foi reconhecido como válido pelas entidades de direitos humanos da Europa.

O presidenciável também rebateu acusações do adversário Fernando Haddad (PT) de ligações com a KKK (Ku Klux Klan), grupo extremista dos EUA, após um ex-líder ter elogiado Bolsonaro. “Eu jamais tenho identidade com a KKK. Ele usa isso aí para tentar me desqualificar, de que eu vou ser o elemento que vai perseguir certas raças. Isso não existe.”

“Soa como nós”

Rosto mais conhecido do grupo racista Ku Klux Klan nos Estados Unidos, o historiador americano David Duke fez um raro comentário sobre a política brasileira no programa de rádio que comanda.

“Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista”, disse o ex-líder da KKK sobre Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL.

“Ele é totalmente um descendente europeu. Ele se parece com qualquer homem branco nos EUA, em Portugal, Espanha ou Alemanha e França. E ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro”, afirmou Duke, que frequentemente classifica o prêmio Nobel da Paz sul-africano Nelson Mandela como um “terrorista”, em declaração que foi ao ar em um programa de rádio no dia 9.

Os KKK, como se tornaram conhecidos, começaram a atuar em 1865 nos Estados Unidos. Frequentemente usavam capuzes brancos para proteger sua identidade e fazer com que parecessem ainda mais assustadores para suas vítimas. O grupo, que defende a supremacia branca sobre os negros e judeus, foi responsável ​​por muitas das torturas e linchamentos que ocorreram com os negros no país.

O historiador, conhecido também por negar o Holocausto, fez ressalvas à proximidade do candidato brasileiro com Israel, comparando o que classifica como “estratégia” de Bolsonaro à que teria sido adotada por Donald Trump, na visão dele.

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