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Bolsonaro disse que Fernando Henrique Cardoso teve “o cérebro deslocado para o intestino grosso”

O deputado disse que "o governo trabalha para colocar na conta dos caminhoneiros a responsabilidade pelos futuros prejuízos causados pela paralisação". (Foto: Câmara dos Deputados)

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) respondeu às declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB)  em sua conta no Twitter: “FHC é tão obstinado pela liberação das drogas que teve seu cérebro, se que além disso tem, deslocado para o intestino grosso”.

FHC comentou, na terça-feira, durante seminário organizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, na capital paulista, que a candidatura Bolsonaro “simboliza o autoritarismo em função do medo que tem aqui” e “aparece como uma força de quem quer ordem”, mas não tem “pensamento de liberal”. “Não sei se até tem pensamento”, alegou. “Eu acho que seria bom ter um ingrediente liberal.”

FHC disse além disso considerar “muito difícil” que alguém que se apresente como “puramente reacionário” vença a eleição presidencial no Brasil. Ele além disso questionou o fato de Bolsonaro ser associado a uma imagem de “liberal” após escolher o economista Paulo Guedes para montar seu programa econômico.

“É muito difícil que alguém que se apresente como puramente reacionário – que não é liberal, é reacionário –  ganhe”, disse FHC,. “Mas em política nada é impossível”, completou.

Bolsonaro no Japão

Em um frio de 5ºC, uma multidão de brasileiros compareceu a estação de trem de Hamamatsu (200 quilômetros ao sul de Tóquio), no Japão, para acompanhar o desembarque do deputado Jair Bolsonaro, que fez um tour pela Ásia. A cidade foi escolhida porque tem a maior concentração de brasileiros em terras japonesas – são 9.165 conterrâneos do pré-candidato à Presidência, segundo censo divulgado pelo Ministério da Justiça em 2016.

Ao se aproximar das catracas da estação, a comitiva foi recebida aos gritos de “mito”, para surpresa dos japoneses que estavam no local e que chegaram a perguntar quem era a celebridade que estava causando aquela movimentação.

Após se encontrar com o cônsul brasileiro em Hamamatsu, Ernesto Otto Rubarth, e tirar foto com os fãs na plataforma da estação, Bolsonaro seguiu a pé por cerca de 300 metros até o restaurante Servitu, onde era esperado para dar uma palestra para 350 pessoas e para um almoço. No caminho, ganhou uma chapéu de bambu típico do Japão, que manteve na cabeça.

Em frente ao restaurante, o designer Eduardo Henrique Kageyama dispôs sobre uma mesa 100 camisetas com a estampa do “Bolsomito, nosso futuro presidente que vai por ordem no país” e esperava vender todas por 2.500 ienes (75 Reais) cada.

Bolsonaro iniciou seu discurso batendo continência para a bandeira japonesa e elogiando o país na comparação com o Brasil.”Quando olhamos para o nosso Brasil, vemos que temos tudo, riquezas minerais, biodiversidade, energia hidráulica, eólica, solar, costas maravilhosas, mas temos uma classe política lamentável”, afirmou. Na sequência, sugeriu trabalhar em parceria com os japoneses para a exploração de nióbio no Brasil, uma de suas principais propostas.

Com um discurso com foco na economia, o pré-candidato prometeu combater a corrupção e falou sobre as reformas tributária e trabalhista e criticou a presença chinesa no Brasil. “A China está comprando terras agricultáveis do Brasil e isso é preocupante porque a nossa segurança alimentar brevemente estará nas mãos dos estrangeiros. Não quero brigar com país nenhum nem impedir o comércio, mas não podemos vender o Brasil”, disse ele ao público.

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