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Bolsonaro disse que “não tem nada para fazer” em caso de derrota nas eleições

Após ter alta hospitalar, no sábado, o candidato do PSL à Presidência havia afirmado que não dá para aceitar "passivamente" uma "possível fraude". (Foto: Reprodução)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou no domingo (30) ao jornal O Globo que não tem “nada para fazer” em caso de derrota nas urnas. Ele foi questionado um dia após a declaração feita à repórter Graziela Azevedo, da TV Globo, de que “não dá pra gente aceitar passivamente na fraude, na possível fraude a eleição do outro lado”.

“Sei que não tenho nada para fazer [em caso de derrota]. O que quis dizer é que não iria, por exemplo, ligar para o Fernando Haddad depois e cumprimentá-lo por uma vitória – afirmou, elegendo o candidato petista como seu principal adversário nas eleições. – Se tiver segundo turno, vai ser o Haddad que vamos enfrentar.

O deputado também falou de suas estratégias para a última semana de campanha. Bolsonaro disse que quer ir ao debate da TV Globo na próxima quinta-feira (04). Ele afirmou que já teve uma resposta negativa do cirurgião Antonio Luiz Macedo, mas que insistirá novamente na quarta-feira (03), véspera do encontro.

Há quatro dias, no entanto, Macedo havia dado uma declaração dizendo que caberia a Bolsonaro decidir o que fazer sobre a sua agenda de campanha após deixar o hospital Albert Einstein, em São Paulo. O candidato estava internado desde o dia 7 de setembro após ter levado uma facada no abdômen durante campanha eleitoral em Minas Gerais.

“O problema é que o debate demora três horas e a equipe médica tem preocupação com isso. Outra complicação é que teria que ficar em pé muito tempo”, destacou Bolsonaro. Sem entrar em detalhes, o deputado afirmou que sua presença no debate seria importante para esclarecer polêmicas recentes.

Na última semana, seu vice, general Hamilton Mourão, abriu uma crise na campanha ao criticar o pagamento de décimo-terceiro salário no país. Além disso, a revista Veja publicou detalhes sobre um processo de separação envolvendo o deputado e sua ex-mulher, no qual ela o acusa de ocultação de patrimônio e roubo de um cofre – nesta semana, ela voltou atrás, dizendo ter mentido por estar magoada com o processo de separação.

Um dia depois do protesto de milhares de mulheres pelo Brasil, Bolsonaro procurou minimizar o movimento que atingiu cidades de 26 Estados e o Distrito Federal, além de 66 cidades do exterior. O deputado afirma que agora pretende impulsionar um protesto de seus apoiadores na internet para se contrapor às manifestações e, ao mesmo tempo, atacar o PT, reforçando a estratégia de polarização.

“Sobre as manifestações realizadas no domingo, só vi um certo vulto no Rio de Janeiro e em São Paulo. No resto do Brasil foi um desastre. São apenas minorias contra mim, não existe isso de rejeição de eleitorado feminino ao meu nome”, afirmou Bolsonaro. Pesquisas mostram, porém, uma maior taxa de rejeição da sua candidatura entre as mulheres.

 

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