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Bolsonaro disse que parece que a Organização Mundial da Saúde quer “quebrar” o Brasil

"A tal da OMS disse que assintomático não transmite, depois voltou atrás. Parece que tem algo mais por trás disso, que querem quebrar os países", disse. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (10) que parece que a Organização Mundial da Saúde (OMS) quer “quebrar países”, depois de a entidade esclarecer que pessoas portadoras da Covid-19 e que estão assintomáticas podem sim transmitir a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

“A tal da OMS disse que assintomático não transmite, depois voltou atrás. Parece que tem algo mais por trás disso, que querem quebrar os países”, disse o presidente a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

No dia anterior, Bolsonaro usou a fala de uma diretora da OMS, em que ela dizia haver indícios de que a transmissão da Covid-19 por pessoas assintomáticas era rara, para pregar que os governadores deveriam reabrir setores da economia que fecharam como parte das medidas de isolamento social para frear a disseminação do vírus.

No mesmo dia, a OMS revisou a afirmação e informou que não há indícios claros da não transmissão de assintomáticos. A entidade já havia feito uma distinção entre assintomáticos – pessoas que apesar de terem o vírus não apresentarão os sintomas – e pré-sintomáticos – aqueles que têm o vírus e ainda irão desenvolver os sintomas.

Casos no Brasil

O balanço diário divulgado pelo Ministério da Saúde trouxe, nesta quarta-feira (10), mais 32.913 pessoas infectadas pelo novo coronavírus, totalizando 772.416. O resultado marcou um acréscimo de 4,2% em relação a terça-feira (9), quando o número de pessoas infectadas estava em 739.503.

A atualização do Ministério da Saúde registrou 1.274 novas mortes, chegando a 39.680. O resultado representou um aumento de 3,2% em relação a terça, quando foram contabilizados 38.406 falecimentos por Covid-19.

Do total de casos confirmados, 407.341 estão em acompanhamento e 325.395 foram recuperados. Há ainda 3.608 investigação de óbitos para identificar se a causa foi Covid-19.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no País, concentrando o maior número de mortes (9.862). O Estado é seguido pelo Rio de Janeiro (7.138), Ceará (4.480), Pará (3.027) e Pernambuco (3.531).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (156.316), Rio de Janeiro (74.373), Ceará (71.402), Pará (62.095) e Maranhão (53.508). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Amazonas (52.849), Pernambuco (41.935), Bahia (32.685), Paraíba (24.032) e Espírito Santo (23.344).

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